terça-feira, 22 de maio de 2018

O que dizem na terra natal do novo cardeal português

Olá bom dia,
No portal da Agência ECCLESIA esta terça-feira continuamos a dar realce ao novo cardeal português, nomeado pelo Papa Francisco, D. António Marto.
Neste caso com uma intervenção do bispo de Vila Real, a diocese de origem de D. António Marto.
‘Orgulho’ é a palavra em destaque na mensagemde D. Amândio Tomás.
Da Santa Sé surge um alerta do Papa contra a ‘hemorragia’ das vocações na Igreja Católica.
Num encontro com os bispos da Conferência Episcopal Italiana, Francisco pede também rigor na gestão das contas, por parte das comunidades católicas.
E numa semana que antecede o debate sobre a legalização da eutanásia, a Agência ECCLESIA prossegue a sua aposta no esclarecimento das populações.
Várias têm sido as vozes a contribuir para este debate, como Pedro Vaz Patto, o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz; e Graça Franco, diretora de informação da Renascença.
Continue na nossa companhia, nas plataformas online, na rádio e na televisão, e fique a par de toda a atualidade na Igreja Católica, no plano nacional e internacional.
E tenha uma ótima terça-feira,
José Carlos Patrício

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Surpresas em tom de vermelho

Bom dia!
O domingo foi de surpresas em tom de vermelho. Não fala do futebol, mas da notícia que veio desde o Vaticano, diretamente da boca do Papa Francisco: D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, vai ser criado cardeal a 29 de junho, juntamente com outros 13 prelados.
O bispo de Leiria-Fátima disse em conferência de imprensa que recebeu a notícia com surpresa e emoção, encarando a nomeação “como um serviço”, com vontade de “participar” na reforma que o Papa está a fazer, e sugerindo “simplicidade” aos cardeais.
O anúncio também nos apanhou de surpresa, na ECCLESIA, mas procuramos dar a melhor resposta, no tempo possível. Recordo aqui o perfil biográfico do novo conselheiro português do Papa e o elenco dos cardeais portugueses na história.
Infelizmente, o dia em Fátima não foi só de festa, por causa do acidente com peregrinos a caminho da Cova da Iria provocou um morto e cinco feridos. As vítimas foram recordadas no recinto de oração, antes da Missa das 11h00.

O domingo também ficou marcado pelo anúncio do Ano Missionário especial, com início em outubro. A decisão da Conferência Episcopal Portuguesa foi comunicada na Nota Pastoral “Todos, Tudo e Sempre em Missão”, divulgada na solenidade de Pentecostes.
O dia de hoje vai trazer muitas outras notícias e uma novidade litúrgica: a Igreja Católica celebra pela primeira vez a memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja”, inscrita no Calendário Romano Geral pelo Papa Francisco.
Despeço-me com votos de boas notícias, sempre.
Octávio Carmo

domingo, 20 de maio de 2018

Signos ou a maçã?

Segundo alguns autores o objectivo dos horóscopos é tentar saber o que está para além do quotidiano, procurar dominar a nossa vida e ter poder sobre os futuros acontecimentos, numa palavra: substituir Deus ou ultrapassá-Lo.

Para algumas pessoas os signos mais não são do que um passatempo, aparentemente inócuo, mas para outros trata-se de uma prática de adivinhação que pode influenciar, perturbar ou mesmo sugestionar de forma negativa a pessoa que inadvertidamente recorreu a essa estratégia manipuladora dos factos reais e futuros.

Quanto àquela pergunta básica: "Deve um cristão consultar horóscopos?"

O propósito de um horóscopo é obter conhecimento sobre o carácter de uma pessoa e prever o futuro. A crença básica da astrologia é que os planetas e estrelas exercem influência sobre as nossas vidas, os quais podem ser previstos pelos astrólogos. 

A Bíblia proíbe expressamente a adivinhação, feitiçaria e artes ocultas (Deuteronómio 18:10-14). O povo de Deus deve prestar atenção só a Deus (Deuteronómio 18:15). Qualquer outra fonte de orientação, informação ou revelação deve ser rejeitada de imediato (veja também Actos 16:16-18). A Bíblia aponta para Jesus Cristo como o único foco adequado da fé (Actos 4:12, Hebreus 12:2). A fé em qualquer coisa além de Deus é mal orientada. 

Assim, a astrologia opõe-se ao ensino bíblico porque defende a crença em algo que não é o Deus verdadeiro, o que a torna uma forma de adivinhação. A vontade de Deus para as vidas das pessoas nunca pode ser determinada através de horóscopos. A Bíblia reprova toda prática divinatória (astrologia, adivinhação, agouro, cartomancia, tarot, necromancia e todo tipo de ocultismo, feitiçaria ou bruxaria).

Deus é criador, sábio e forte em poder. Ele é Todo-poderoso (omnipotente), conhecedor de todas as coisas (omnisciente) e eterno (omnipresente). O ser humano é criatura, finito e incapaz de prever o futuro. Deus declara que Ele é o único capaz de anunciar coisas que ainda não aconteceram e proíbe aos Seus filhos praticarem ou consultarem qualquer actividade ocultista, de magia, adivinhação, consulta aos mortos ou astrologia (Deuteronómio 18:9-14; Isaías 8:19; Levítico 19:31; 20:6, 27; 2 Reis 21:6; Ezequiel 13:18; Malaquias 3:5).

Nada do que os horóscopos afirmam está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. No horóscopo, pessoas completamente diferentes, com vidas diferentes, recebem a mesma previsão para o futuro, só porque nasceram na mesma altura do ano. Além disso, horóscopos diferentes podem dar previsões completamente diferentes para o mesmo signo, o que é ridículo. Na sua forma mais inocente, o horóscopo usa traços de personalidade que todos temos e coisas vagas que acontecem com todos, para parecer que está a prever o futuro, pelo que não tem nenhum fundamento.

Porém, a Bíblia não proíbe os estudos científicos no ramo da astronomia. O que Deus proíbe é a práctica de adivinhação e predição do futuro. A astrologia é uma pseudociência (ciência falsa) apoiada por religiões ligadas à feitiçaria que estabelecem uma relação entre os astros, os acontecimentos terrestres e a vida das pessoas. 

Esta hipótese de se querer saber tanto como Deus faz-me lembrar a velha história da tentação de Adão comer a maçã, a qual lhe daria um poder e um conhecimento superior e divino. Todos sabemos como acabou esta aventura da desobediência… 

Contudo o caro leitor, tem o livre arbítrio para determinar o seu caminho.
Mas depois não diga que teve azar…

Artur Pereira dos Santos





Cultura ou mistério da Dor

Os padecimentos e doenças dos homens sempre foram considerados por muitos como grandes dificuldades que atrofiam as suas vidas.

Por isso não há explicação fácil para o sofrimento, e muito menos para o dos inocentes. Muitas vezes o sofrimento escandaliza, surpreende, porque a dor continua a ser um mistério. Um mistério que apenas o cristão com fé, vai aprendendo a descobrir e a conviver com essa realidade, do melhor modo possível, apesar de muitas vezes se apresentar dolorosamente inexplicável ou incompreensível.

A dor apresenta-se de muitas formas e em nenhuma delas é espontaneamente querida por alguém. Mas isto não significa que nesses momentos nos enchamos de auto-compaixão, que não devamos ser fortes na doença e solícitos na procura dos meios com que podemos ultrapassá-la, ou que nos deixemos abater por qualquer sofrimento. Nesse caso, não faríamos outra coisa, porque tem de haver sempre nesta vida algumas contrariedades. Pelo contrário, devemos reagir, impedindo a imaginação de transformar qualquer incomodidade em tragédia, reduzindo os padecimentos às suas verdadeiras dimensões. Mais ainda: devemos “esquecer” as nossas mágoas para pensar nos outros e servi-los, como é próprio da primeira de todas as virtudes, a Caridade.

Contam os biógrafos de determinado personagem que gozava de fama de santidade que em determinada ocasião foi procurado por uma mãe que levava nos seus braços uma criança que acabava de falecer. Era viúva, e esse menino era o seu único filho, que constituía todo o seu amor e a sua atenção. Ouvindo os seus gritos, as pessoas pensavam que estaria louca pela dor e que por isso, pedia o impossível.

Mas, contrariamente, o dito profeta pensou que, se não podia ressuscitar o menino, poderia ao menos mitigar a dor daquela mãe ajudando-a a compreender. Por isso disse-lhe que, para curar o seu filho, necessitava de umas sementes muito especiais, umas sementes que se teriam recolhido numa casa em que, nos últimos três anos, não se teria sofrido uma grande dor ou suportado a morte de um familiar. A mulher, ao ver aumentada a sua esperança, percorreu a cidade à procura da casa em que existiriam essas milagrosas sementes. Bateu a muitas portas. Numa tinha falecido um pai ou um irmão; noutras alguém tinha perdido o uso da razão; nas casas mais afastadas havia um paralítico ou um jovem gravemente doente. Chegou a noite e a pobre mãe regressou com as mãos vazias, mas com paz no coração. Tinha descoberto que a dor era algo partilhado por todos os humanos.
       
Tratava-se, afinal, de compreender que se pode e se deve ser feliz apesar dessa presença constante da dor, pois é impossível viver sem ela; é uma herança que recebemos todos, sem exceção.

O que este episódio nos ensina é que pior do que a mesma dor, é o engano de pensar que somos apenas nós os que sofremos, ou  os que mais sofremos. Ou então que a dor nos converta em pessoas egoístas, em pessoas que só têm olhos para ver os próprios sofrimentos. Compreender com mais profundidade a dor dos demais, permite-nos medir e situar melhor o que nos acontece.

Não é fácil dar resposta ao mistério da dor. É verdade que existem algumas explicações que nos fazem vislumbrar o seu sentido, ainda que sempre se nos apresentem insuficientes diante da tragédia do mal no mundo, perante o sofrimento dos inocentes ou o triunfo – ao menos aparente- dos que fazem o mal. É um tema de reflexão de suma importância, um enigma em que apenas a partir de uma perspetiva cristã se pode avançar realmente para a entranha do problema; mas deve ser uma reflexão que não nos distraia da batalha diária em procurar perceber e enxugar a dor das demais pessoas, por diminuí-la, por tratar de fazer dessa experiência algo que nos ensine, que nos faça mais fortes, que não nos destrua.

Referimo-nos à batalha contra a desesperança, contra esse estado anímico que dilacera a alma de tantas pessoas que não encontram sentido para o que acontece nas suas vidas, que as faz arrastar os `pés da alma`, caminhando pela vida com o fatalismo dramático com que um peixe percorre as bordas do seu aquário. A dor própria é talvez a melhor advertência para reparar na dor dos demais, para manifestar-lhes o nosso afeto e a nossa proximidade, e tornar assim mais humano o mundo em que vivemos.

Maria Helena Marques





Casamento real: um sermão que mexeu com as pessoas


domingo, 20 de maio de 2018


Os casamentos reais são vistos, frequentemente, como pouco mais do que acontecimentos das elites, eventos mediáticos, mundanos na sua natureza. O príncipe Harry e Meghan Markle entenderam que não tinha de ser assim e, entre outras inovações, convidaram um pastor negro dos Estados Unidos para vir fazer o ‘sermão’ nacerimónia religiosa. Um sinal de que o pregador tinha algo de especial para dizer é que alguns dos grandes media mundiais transcrevem nas suas páginas o discurso na íntegra.

O Rev. Michael Bruce Curry – foi ele o pregador – dirige a Igreja Episcopaliana dos Estados Unidos, é descendente de escravos e filho de um outro pastor que esteve bastante envolvido no movimento pelos direitos dos negros. E tem posições bem definidas, mesmo relativamente à actualidade: está anunciada a sua participação, na próxima semana, numa manifestação frente à Casa Branca, para denunciar o slogan de campanha de Trump, “America primeiro”, como uma heresia.

No sermão, Curry inspirou-se na leitura de uma parte do capítulo 8 do Cântico dos Cânticos:

Grava-me como selo em teu coração,

como selo no teu braço,
porque forte como a morte é o amor,
implacável como o abismo é a paixão;
os seus ardores são chamas de fogo,
são labaredas divinas.Nem as águas caudalosas conseguirão
apagar o fogo do amor,
nem as torrentes o podem submergir.

O tema glosado foi o do poder redentor do amor. O amor que  tem poder para ajudar e curar, que tem poder para mudar o mundo. O amor que, ao realizar-se, exprime a presença do próprio Deus.

Inspirando-se em Teilhard de Chardin, quando considerou a invenção do fogo a maior ou uma das maiores invenções feitas pelas sociedades humanas, Curry convocou a proposta daquele paleontólogo e teólogo jesuíta: “Se a humanidade aproveitar a energia do fogo novamente, se a humanidade agarrar a energia do amor - será a segunda vez na história que descobriremos o fogo”. Foi, pois este apelo à reinvenção do fogo do amor que lançou na homilia; aquele fogo que ajudava os escravos da América a acreditar num mundo melhor, cantando, mesmo no meio das maiores adversidades. O maior de todos os gestos foi o de Jesus que, por amor, deu a vida pela humanidade, desencadeando um movimento revolucionário de transformação pelo amor.

Ver e ouvir o sermão aqui
Ler o texto na íntegra (em inglês) aqui.

[Editado para introduzir a citação relativa a Theilhard de Chardin]




Así expresó Gaudí el misterio del Espíritu Santo sobre el altar de la Sagrada Familia de Barcelona

20 mayo 2018


El baldaquino de la Sagrada Familia simboliza
el Espíritu Santo
El blog del templo expiatorio de la Sagrada Familia en Barcelona explica cómo esta especialísima iglesia expresa el misterio del Espíritu Santo sobre el altar a través de su baldaquino dorado. Para entender su simbología es necesario conocer algunas claves que nos adentran en esa Persona de la Trinidad.

***

Finalizadas las siete semanas del tiempo pascual, es decir, los cincuenta días desde el lunes de Pascua de Resurrección (o Pascua Florida) hasta el lunes de Pentecostés (Pascua Granada),  hemos querido centrarnos en el baldaquino del altar mayor, el cual se inauguró en el 2010 con la celebración de la dedicación de la Basílica y supone la representación más clara del Espíritu Santo en el interior del templo.

Pentecostés significa, literalmente, «cincuenta días», y se puede decir que la tradición judía ya celebraba estos cincuenta días desde que Moisés recibió las Tablas de la Ley en el monte Sinaí.

La fiesta de Pentecostés es muy importante para los cristianos, ya que implica la venida del Espíritu Santo, la cual se ha representado a menudo en le mundo del arte como unas lenguas de fuego sobre las cabezas de los apóstoles. Con este regalo de Dios, los apóstoles cobraron un poder especial para curar enfermedades, tener fuerza y valor ante las adversidades que les esperaban y, especialmente, para comprender y hablar todos los idiomas y, de este modo, poder divulgar la buena nueva en todo el mundo.

El baldaquino precedente, en Mallorca
La palabra baldaquino hace referencia a la ciudad de Baldac, es decir, la Bagdad medieval, de donde provenían los valiosos tejidos de seda con los que a menudo se confeccionaban los baldaquinos.

Se trata de un dosel que se situaba sobre los tronos de los reyes y que adoptó la Iglesia cristiana para enaltecer y honrar el altar.

Gaudí dejó en Palma de Mallorca una muestra excelente del diseño del baldaquino que debía cubrir el altar mayor de la catedral. Sin embargo, aquella obra quedó inacabada, como otras que Gaudí abandonó alrededor de 1914-1915 para dedicarse en exclusiva al proyecto de nuestro templo. Aun así, la expresión de los elementos simbólicos que debía contener ya estaba completamente definida.


Teniendo en cuenta que del baldaquino de la Sagrada Familia cuelga la cruz del Cristo y que, por encima, en la bóveda, se representa el Padre Eterno, el baldaquino, situado entre ambos, adquiere el rol simbólico de representar el Espíritu Santo y completa de esta manera la representación trinitaria del Padre, el Hijo y el Espíritu Santo.

Esta es la razón de que tenga la forma de un heptágono, ya que son siete los dones del Espíritu Santo: sabiduría, inteligencia, consejo, fortaleza, ciencia, piedad y temor de Dios.

El polígono se sitúa con un vértice apuntando hacia el centro del crucero y con una ligera inclinación ascendente hacia el mismo punto. En este vértice central se pueden leer las letras «INRI», que hacen referencia inequívoca a Jesucristo en la cruz que se sitúa justo debajo.

El dosel textil es de tonos dorados y ocres que acentúan el sentido radial, radiante, y está repleto de estrellas doradas.

La estructura del baldaquino es metálica y aporta grosor y medida tridimensional a la línea poligonal inicial de siete lados, de manera que, forrada con pergamino traslúcido, puede esconder en su interior un sistema de iluminación que destaca las inscripciones.De este modo, es en el centro de cada lado donde se rotula cada uno de los siete dones mencionados.


Por encima de esta estructura sobresalen las espigas de trigo, símbolo del pan de la eucaristía y, por debajo, cuelgan racimos de tres colores: blanco, negro y dorado. Estos últimos, realizados en vidrio enmoldado, son el símbolo del vino de la eucaristía. También se intercalan con los racimos unas hojas de parra de latón. Todavía más abajo, a lo largo de todo el perímetro, cuelgan siete lámparas por lado. Si le sumamos la que se sitúa en el vértice principal, son cincuenta lámparas que representan los cincuenta días que dura la Pascua.

 

Desde una perspectiva frontal, se pueden leer a los lados los nombres de María («Maria») y de Juan («Joan»), que completan la escena del calvario con el «INRI» central y el Jesús.

La plegaria del gloria cubre todo el perímetro del baldaquino, tanto por el lado exterior como por el interior. Con letras rojas retroiluminadas y en caligrafía gaudiniana realizada bajo la dirección de Jordi Bonet, por entonces arquitecto director de las obras, desde los bancos de los fieles se puede leer el inicio completo del gloria sin necesidad de desplazarse. Después, la continuación queda repartida por el resto de laterales, interiores y exteriores.

Por lo tanto, para leer la plegaria completa es necesario desplazarse por el deambulatorio del ábside. También resulta necesario ir saltando el texto de los escudos centrales de cada lado, en los que se encuentran, por fuera, los dones del Espíritu Santo y, por dentro, la sigla «SS» (Spiritus Sanctus), que significa, en latín, «Espíritu Santo».

Todo el baldaquino cuelga de las dos columnas de basalto que quedan alineadas con el altar, las dedicadas a san Pedro y san Pablo. Para hacer el anclaje, se diseñaron una especie de grandes argollas que abrazan estas columnas en las que se pueden leer las referencias a estos apóstoles tan importantes.

Finalmente, también es necesario tener en cuenta que este Jesús en la cruz preside la perspectiva desde la nave principal, tal y como se entra desde la que será la puerta principal de la Basílica; la puerta de la Gloria. De esta manera, junto con las esculturas de la Virgen María y san José, que presiden las vistas del transepto, completa los tres miembros de la Sagrada Familia.

(Publicado originariamente en el blog de la Sagrada Familia)



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Era inmigrante pobre, conoció a su marido en Acción Católica y acabó siendo la Tesorera de EEUU

La firma de Rosario Marín, madre de un niño Down, aparece en los billetes de dólar

Para Rosario Marín, sus mayores éxitos son sus hijos y su marido
20 mayo 2018


De ser considerada retrasada mental, a firmar los billetes de dólar de Estados Unidos. La historia de Rosario Marín, católica practicante, es un claro ejemplo de superación, y de que con tesón se puede llegar muy lejos.

Mexicana de nacimiento, Rosario llegó a Estados Unidos siendo muy joven. Su familia contaba con muy pocos recursos, y además ella apenas sabía inglés. Según cuenta a Nunu para su Blog de Los Ángeles, no se dio cuenta de lo pobre que era porque no conocía otra cosa. “Durante mi infancia nunca me faltó amor, apoyo o alegría”, asegura.

Excelencia académica oculta
Su dificultad con el inglés le dio problemas al principio. Al realizar un test de inteligencia, respondió bien tan solo a 27 de las 100 preguntas. Enseguida se la catalogó como retrasada mental, y fue enviada a una clase especial. “Consideraron que yo no era lo suficientemente inteligente”, explica Rosario.

Rosario decidió esforzarse por aprender el idioma y estudiar en la clase que le correspondía realmente. Para aprender inglés, escuchaba canciones en la radio y repetía las palabras. Poco a poco fue llegando más alto y estudiando más duro. Al final, se graduó con honores obteniendo la 20 mejor nota de su clase de 500 estudiantes.

Rosario Marín en la actualidad. Reportaje fotográfico: Nunu, Blog de Los Ángeles.

Un tropiezo y una ayuda
Después de aprender inglés a marchas forzadas, y de haber terminado el instituto, su amor por el estudio le llevó a trabajar en un banco de día y a estudiar en la universidad pública por la noche. Pero no paró allí, se casó y tuvo su primer hijo, Erik.

En aquel momento, Rosario estudiaba un máster, sin embargo, tuvo que dejarlo. A su hijo Erik le diagnosticaron Síndrome de Down. También dejó de trabajar y vendió su casa, todo para poder cuidar a Erik. Rosario se hundió. “Quería que el mundo se acabara. Estaba desesperada, confundida, enojada y aterrorizada”, recuerda. “La fuerza que yo no tenía, la encontré en mi madre, así como en el amor y la sabiduría de mi esposo.Podría decirse que Dios me tomó de la mano”.

Una carrera política exitosa
Rosario se levantó con más fuerza que nunca. Dejó definitivamente su trabajo en la banca y comenzó a dar charlas de ayuda a otros padres con hijos discapacitados. Fundó “Fuerza”, una asociación de apoyo a padres latinos con hijos Síndrome de Down. Su tenacidad le llevó a trabajar en los asuntos públicos de su ciudad. Y, mas tarde, en 1996 se convirtió en jefa del departamento de servicios sociales.

Rosario Marín durante una charla ante 20.000 personas en la universidad de CSULA siendo Tesorera

Este comienzo en la su carrera política la llevaría a ser la 41 tesorera de los Estados Unidos. Pese al éxito político y empresarial, Rosario recalca en una entrevista para Blog de los Angeles que sus mayores éxitos han sido su matrimonio y sus tres hijos. “Todos los títulos del mundo, todos los cargos, son temporales, pero la familia es para siempre”, asegura.

Reproducimos la entrevista íntegra por su interés:

Entrevista a Rosario Marín
-Rosario, ¿Cuál crees tú que fue la motivación que te inspiró para que una niña en tu situación saliera adelante como lo hiciste?
-Está claro que fue un cúmulo de cosas las que me ayudaron a llegar hasta donde llegué… Las palabras de aliento de mi abuela que me decía “cuando te vaya muy bien, todo el mérito será tuyo”, o a mis tías cuando me aseguraban “qué inteligente eres” o “verás qué lejos llegas…”. Poco a poco y sin yo saberlo, que ellas me valoraran tanto me ayudó a crecer una fuerte autoestima.

-¿Cuáles son tus recuerdos más queridos de tu infancia en México? 
-Nací en el seno de una familia extraordinariamente humilde pero, como no conocía otra cosa, no sentí entonces que extrañara nada. Durante mi infancia nunca me faltó amor, apoyo o alegría. Me sentía muy especial, por ejemplo, si mi mamá un viernes me invitaba a ir con ella al horno de la esquina. Eso quería decir que íbamos a comer pozole y quesadillas a la casa de nuestra vecina, quien las vendía ahí mismo.

»Con el tiempo, entendí que mi madre nos llevaba de uno en uno porque no podía pagar lo de todos a la vez… Así que supongo que esa era nuestra versión de salir a un restaurante. De hecho, ahora que lo pienso, ¡nunca salí de niña a ningún restaurante en México! Sólo a probar ese delicioso pozole.

-¿Y los recuerdos de tu juventud al llegar a Los Ángeles? 
-Llegué a Huntington Park, California, a los catorce años. En mis años de high school no me quedó otra que ajustarme al nuevo mundo y fue un gran aprendizaje. Mis recuerdos más queridos son aquellos que pasé en el grupo joven de la iglesia de San Matías en Acción Católica, así como en los Encounters of Youth Promotion. 

»Siempre fui un miembro muy activo en ambas. Conocí al amor de mi vida, quien es hoy mi esposo, en esos encuentros y la vida nos ha bendecido con grandes amistades que hicimos allí entonces y aún al día de hoy conservamos.

Rosario acompañada de su marido Alex

-¿Qué fue lo más valioso que aprendiste de tus papás, mexicanos inmigrantes en California? 
-Diría que estos fueron los regalos más preciados que ellos me dieron: mi mamá, la fe; mi papá, la ética de trabajo. No recuerdo un solo día en el que mi papá faltara al trabajo, así estuviera enfermo o se estuviera cayendo el cielo. Salía de casa a las cinco de la mañana y regresaba a las seis de la tarde.

»Siempre me decía: “Si llegas al trabajo en punto, ya vas tarde”. También me recordaba que él era el primero en llegar y el último en irse. Así que de mi padre aprendí a trabajar muy duro. Mi mamá siempre me recordaba que, aunque la noche fuera muy larga y oscura, al final siempre salía el sol. Ese pensamiento me ha salvado en los momentos más difíciles de mi vida.

-¿Qué te enamoró de tu esposo? 
-Me enamoré de él en el mismo momento en que le escuché hablar en una ceremonia de nuestros Encuentros de Acción Católica. Su forma de comportarse, su elocuencia y su sabiduría iba mucho más allá de su edad. El entonces tenía veinte años y yo diecinueve y supe inmediatamente que me casaría con él.Efectivamente, cuatro años después nos casamos.

-Lleváis casados casi cuarenta ya… ¿Cuál crees tú que sea el secreto para que un matrimonio funcione todo una vida? 
-No hay ningún secreto, es sólo cuestión de echarle ganas. El matrimonio es cuestión de dar y dar… Alex es increíblemente generoso y en los treinta y siete años que llevamos juntos creo que él siempre cedió más que yo. Pero esas pocas veces que él no lo hizo, lo hice yo con tranquilidad y en silencio.


»El compromiso de mantener un matrimonio unido se hace a diario. Yo elijo amarle cada día y cada cinco años, hacemos una ceremonia para renovar nuestros votos.

-El nacimiento de Erik cambió por completo tu vida… ¿Cómo recuerdas el momento en el que supiste que tu hijo tenía síndrome de down? 
-Averiguar al nacer mi primer hijo que tenía síndrome de down, es simplemente la cosa más dolorosa que he vivido en mi vida. Quería morirme. Quería que él muriera conmigo. Quería que el mundo se acabara. Estaba desesperada, confundida, enojada y aterrorizada. La fuerza que yo no tenía, la encontré en mi madre, así como en el amor y la sabiduría de mi esposo. Podría decirse que Dios me tomó de la mano.

-Y cambió tu vida por completo… 
-Quién me lo iba a decir a mí…. Trabajaba en banca en aquel entonces y a eso soñaba con dedicarme. Pero la llegada de mi hijo cambio el rumbo de mi vida para ayudar a las personas en mis circunstancias o en las de mi hijo y con ello, terminé dedicada al public service (sevicio público).

-Perder a tu segundo bebé fue quizá lo que te marcó del todo en la que fue seguramente la etapa más dura de tu entrada a la madurez… ¿Qué pasaba por tu cabeza? ¿Cuánto tardaste en recobrar fuerzas y cómo lo lograste? 
-Cuando durante mi segundo embarazo perdí a mi bebé víctima del síndrome de Turner, me quedé devastada. Sólo alcanzaba a pensar, “Dios, ¿por qué me castigas así?” Entré en una profunda depresión. Tuve entonces la suerte de conocer a un psicólogo que me dijo: “Tú no elegiste nada de esto, pero puedes elegir cómo lidiar con ello. Tú decides”, dijo. “Puedes hundirte o puedes nadar”, así que decidí que aprendería a nadar.

-Llegaste a ser la primera inmigrante, hombre o mujer, en llegar a ser Tesorero de los Estados Unidos… ¿Qué sentiste cuando te ofrecieron un cargo de tal magnitud? 
-Nunca jamás en mi vida hubiera imaginado que un día cualquiera recibiría una llamada del equipo de un presidente de los Estados Unidos para pedirme que considerara el puesto de Treasurer of the United States (Tesorera de los Estados Unidos). Era surrealista, no podía creerlo.

Uno de los billetes firmados por Rosario

-¿Qué pasaba por tu corazón el día que juraste tu cargo en la Casa Blanca? 
-En el momento de la investidura, recuerdo mirar a la audiencia que me estaba viendo y específicamente, ver a mi mamá y mi papá, que estaban sentados en la primera fila: una modista y un conserje siendo testigos de cómo su hija tomaba y aceptaba tamaña responsabilidad en el país más poderoso del mundo. 

»Me sentí muy orgullosa de ellos. Su amor y sus sacrificios habían merecido la pena de una manera que ni ellos podrían haber imaginado. Le agradecí a Dios que, en su Infinita sabiduría, me hubiera ido mostrando el camino para llegar hasta allí.

-¿Es difícil tener una carrera política como mujer en un mundo de hombres? 
-Es difícil en sí superar cualquier evento traumático o ser el primero en algo, en alcanzar algo que nadie bajo tus mismas circunstancias logró antes… Se necesitan agallas y fuerzas, pero también gente que te anime a seguir adelante. Les agradezco a cada una de esas personas las oportunidades que me brindaron en el camino que me sirvieron como peldaños para llegar a la cima.

-¿Cómo definirías esta locura de ciudad en la que vivimos, tan distinta a todas, la ciudad de Los Ángeles? 
-L.A., incluyendo las ochenta y siete ciudades que la conforman, es una réplica impresionante del mundo en el que vivimos. Su gente, con su infinita diversidad, nos enriquece a todos. Desde luego supone una mezcla difícil a veces, pero prefiero poner los ojos en las increíbles contribuciones que hacemos cada uno de nosotros. 

»Ya sea la comida, la cultura, la religión, el arte o incluso los deportes, no tienes que salir de esta ciudad de Los Angeles para conocer el mundo, tenemos de todo en esta bendita tierra llamada California y, específicamente, en L.A.


-Si no vivieras aquí… ¿Dónde te gustaría vivir? 
-Definitivamente aquí, pero viajaría sin descanso por todos los rincones de la tierra.

-¿En qué andas en estos momentos de tu vida a nivel profesional? 
-Doy conferencias internacionales como inspirational speaker y, como consecuencia de ello, viajo mucho. También soy consultora de empresas y, lo más importante, soy abuela de Robert Alejandro, mi nieto de dos años.


-¿Qué me puedes contar de tu amistad con Doña Columba Bush? Dos mexicanas en la Casa Blanca… 
-Columba Bush es una mujer verdaderamente increíble. Tuve el placer de conocerla mientras ejercí como Tesorera de los Estados Unidos y la admiré profundamente desde el primer momento que la conocí. Fui testigo en primera fila del amor que hay entre ella y su esposo, Jeb Bush; de cómo fueron enfrentando juntos las dificultades que afrontaron con su hija Nicole.

»Me encantó ver, no sólo el amor que se profesan, sino también la hermosa familia que crearon y el cariño y orgullo que sienten por sus dos hijos. Sé bien cuánto Columba aprecia a sus suegros, la Señora Barbara Bush, que en paz descanse, y al presidente, y cuánto le aprecia a ella toda la familia.

-De todos tus logros, ¿de cuál estás más orgullosa y por qué? 
-Mi logro más importante en la vida han sido mis tres hijos y mi matrimonio…. Todos los títulos del mundo, todos los cargos, son temporales, pero la familia es para siempre. Permanecer juntos, ser gente de verdad, auténticos, y vivir una vida con significado y con trascendencia, es algo que uno decide día a día… Pero el premio de tener una familia fuerte y unida es algo que todos los que te rodean lo sienten.

Otras entrevistas de Nunu en el Blog de Los Ángeles:


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Jovens: “ajuda” nas canonizações e tema para as Missões

Olá!
O Papa anunciou este sábado que as canonizações de Paulo VI e D. Óscar Romero, entre outros, acontecerão no dia 14 de outubro, no Vaticano, e a data coincide com o sínodo dos jovens. Leia aqui.
Também este sábado Francisco divulgou a sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, a assinalar no dia 21 de outubro e, uma vez mais, os jovens são chamados à missão.

Por cá, por ler o que disse o bispo de Lamego no dia diocesano da Juventude; ou o que o arcebispo de Braga perguntou aos jovens ou ainda o que o cardeal-patriarca de Lisboa apontou na bênção dos finalistas.
Neste domingo é celebrado o Pentecostes e muitas paróquias por esse Portugal fora estão em festa… É o caso da sua?
Este dia começa pelas 06h00 na Antena 1 e acompanha o programa Ecclesia na rádio pública. Se dormir até mais tarde, depois pode ir ouvir em www.agencia.ecclesia.pt e lá também estará toda a informação religiosa atualizada.
Já pela RTP 2 o programa 70x7 chega pelas 13h30 e traz um tema da ordem do dia: a Eutanásia.
Continue atento ao nosso trabalho!
Tenha um bom domingo e uma vida feliz!
 

PS: Este domingo assinala-se o dia da Marinha, veja aqui. E como parece que o bom tempo veio para ficar ainda destaco que também é dia dedicado à Meteorologia, que só é falada quando anuncia chuva!

sábado, 19 de maio de 2018

Ramadán para 1.600 millones de musulmanes: el Vaticano propone cooperación pese a las diferencias

19 mayo 2018


El cardenal Tauran, responsable vaticano de
Diálogo Interreligioso, en la mezquita
de Dacca, en Bangla Desh
Hay unos 1.600 millones de musulmanes de distintas tradiciones en el mundo, un 23% de la población mundial. En 45 países la mayoría de la población es musulmana. Por eso, es especialmente relevante para la Iglesia tender puentes de diálogo y colaboración para el bien con estas comunidades. 

Con motivo del mes del Ramadán, que empezó este año el 16 de mayo, el Pontificio Consejo para el Diálogo Interreligioso envió a los musulmanes de todo el mundo un mensaje titulado “Cristianos y musulmanes: de la competencia a la colaboración”.

En el texto, difundido este viernes y que firma el Presidente del dicasterio, el cardenal Jean-Louis Tauran, se recuerda que “en el pasado, las relaciones entre cristianos y musulmanes han estado marcadas con demasiada frecuencia por un espíritu de competencia, del que pueden verse las consecuencias negativas: celos, recriminaciones y tensiones”.

Religión instrumentalizada
“En algunos casos han llevado a enfrentamientos violentos, especialmente cuando la religión ha sido instrumentalizada, principalmente a causa de intereses partidistas y motivos políticos”, prosigue.

El texto indica que “esta rivalidad interreligiosa ha marcado negativamente la imagen de las religiones y de sus seguidores, alimentando la idea de que no son fuente de paz sino, más bien, de tensión y violencia”.

“Para prevenir y superar estas consecuencias negativas, es importante que nosotros, los cristianos y los musulmanes, si bien reconociendo nuestras diferencias, recordemos los valores religiosos y morales que compartimos”.

Misa en 2016 en Santa María del Trastévere en Roma para orar por el padre Jacques Hamel, asesinado por yihadistas en Francia; muchos representantes musulmanes acudieron a las iglesias esos días en Francia e Italia
Cooperar para el bien común
El mensaje del Pontificio Consejo para el Diálogo Interreligioso destaca luego que al reconocer “lo que tenemos en común y mostrando respeto por nuestras diferencias legítimas, podemos establecer con más firmeza todavía una base sólida para las relaciones pacíficas, pasando de la competencia y el enfrentamiento a una cooperación eficaz para el bien común”.

“Esto beneficia, particularmente, a los más necesitados y nos permite a todos ofrecer un testimonio creíble del amor del Todopoderoso por la entera humanidad”.

Tras recordar que “todos tenemos el derecho y el deber de dar testimonio del Todopoderoso a quien rendimos culto, de compartir nuestras creencias con los demás, respetando su religión y sus sentimientos religiosos”, el mensaje exhorta a trabajar juntos, honrándose “unos a otros”.

En el mes de Ramadán, cuyo inicio y final viene marcado por el noveno mes del calendario lunar, los musulmanes buscan purificarse a través del ayuno.

Islam en España
En España hay casi 2 millones de musulmanes, de los que unos 800.000 (el 40%) tienen nacionalidad española. De estos últimos, 430.000 son nacidos en España como hijos o nietos de musulmanes, 277.000 eran extranjeros que se han nacionalizado y algo menos de 24.000 son españoles que han abrazado el Islam, según datos de la Unión de Comunidades Islámicas de España y el observatorio Andalusí.

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