terça-feira, 27 de setembro de 2016

Segredos de Juventude

O Dia Internacional do Idoso é comemorado anualmente a 1 de Outubro e foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das Nações Unidas, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar a população mais idosa.

“Não importa se a estação do ano muda…
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta…
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela”. Fernando Pessoa

Dizem que o que mais nos faz envelhecer é habitarmos a ideia de que estamos a ficar velhos. Sendo assim, parece que o melhor antídoto para esta inevitável fase da vida será começar imediatamente a “trabalhar” para colher os frutos da idade na certeza de que “velhos são os trapos”.
 
A força dos tempos é um tanto negativa e destruidora, por isso é importante cultivar uma atitude optimista sobre tudo e todos mas, essencialmente, acerca de nós. Enfrentar o mau tempo com boa cara e, quando nos perguntarem como estamos, a resposta terá de ser sempre: muito bem!
 
Não falar da idade, nem queixar-se dos achaques é muito favorável para todos, tal como evitar atitudes e gestos de velhos vencidos, como a cabeça caída, as costas dobradas, o olhar vago e perdido ou o semblante carregado. Recusar o cartaz: “já não sirvo para nada” que a sociedade consumista e hedonista insiste em colocar.
 
Cuidar bem a apresentação pessoal em cada dia que passa é extraordinariamente importante, arranjar-se como se fosse a uma festa para que os outros se alegrem e possam elogiar, pois o sentido estético e a harmonia fazem parte do equilíbrio pessoal.
 
Deixar o sofá, conviver, caminhar, conversar e desfrutar da companhia dos ” jovens” da mesma idade, sair de si, ir ao encontro dos outros, inventar tarefas úteis para os nossos e para a sociedade – “a água estagnada apodrece e não serve para nada”. Manter vivas e cordiais as relações familiares e amizades sociais, ser positivo e com bom humor.
 
Sabemos que o passado nunca foi um mar de rosas, mas o presente está aí a desafiar-nos e o futuro a Deus pertence, por isso no nosso Hoje, Aqui e Agora, rentabilizemos os nossos talentos e não esqueçamos que todos os velhos já foram jovens, têm o privilégio de ainda viver, mas também têm de fazer por isso, não desistir duma vida com dignidade e não esquecer que “numa sociedade onde não há honra para os idosos também não haverá futuro para os jovens”.

Maria Susana Mexia








Rosa Branca, Rosa Branca…


A música sempre esteve presente na cultura da humanidade, é uma forma de arte amada por miríades de pessoas em todo o mundo, porque as une, as faz felizes e lhes serve de alimento para o pensamento, para a alma e para os sentidos. Fazendo parte do nosso quotidiano, em qualquer idade, latitude ou formação, ela vive sempre dentro de nós e toca profundamente a nossa essência humana.

A música é também considerada por muitos como uma modalidade que desenvolve a mente humana, promove o equilíbrio, proporcionando um estado agradável de bem-estar, facilitando a concentração e o desenvolvimento do raciocínio, em especial em questões reflexivas voltadas para o pensamento.

O Dia Internacional da Música comemora-se anualmente a 1 de outubro. A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música.

Os objetivos desta efeméride são: Promover a arte musical em todos os sectores da sociedade; Divulgar a diversidade musical; e desenvolver alguns ideais da UNESCO como a paz e amizade entre as pessoas, a evolução das culturas e a troca de experiências.

No ano em que se comemora o centenário do seu nascimento no Porto, a 25 de Abril, eu não posso deixar de recordar o maestro RESENDE DIAS.

António Martins da Silva Dias, de seu nome, recebeu de sua Mãe – Professora Emília Resende – as primeiras lições de Música, tendo em seguida frequentado as Classes de Violino, Piano e Composição no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o Curso Superior de Violino com a classificação de 19 valores. Ainda adolescente, colaborou nas páginas infantis do “Jornal de Notícias”, de “O Primeiro de Janeiro” e dirigiu programas de variedades radiofónicos.

A FNAT do Porto confiou-lhe a Direcção de todos os Serões para Trabalhadores durante longos anos e, desde a sua fundação até 1983, integrou a Orquestra Sinfónica do Porto. 

Como compositor participou em Festivais Nacionais e Internacionais; nos dois primeiros Festivais da Canção Portuguesa, recebeu uma Medalha da Emissora Nacional pela canção “Maria do Céu” e uma Filigrana pela canção “Regresso”, canção que então lançou António Calvário e que foi gravada em muitos países. No Segundo Grande Prémio RTP da Canção Portuguesa, já disputado, ganhou o segundo lugar com a canção “Amor”, cantada por Artur Garcia. A Junta de Turismo da Figueira da Foz atribuiu o 1º Prémio à sua canção “Figueira”, que foi apresentada por Simone de Oliveira.

Nos Concursos das “Grandes Marchas Populares” onde, entre muitos outros concorrentes, chegou a acumular quatro grandes prémios no mesmo ano (1971): 1º e 2º em Lisboa e 1º e 3º no Porto.

A sua dedicação ao sector infantil destaca-se, particularmente, nos Concursos “Gala dos Pequenos Cantores”, na Figueira da Foz, e “Festival Rabelo Douro”, no Porto, com vários primeiros prémios, entre os quais  “Beijinhos.

Participou com assiduidade no Teatro de Revista e cerca de três dezenas de Revistas têm a sua autoria e foram exibidas com maior frequência em Lisboa (Parque Mayer e Monumental) e no Porto (Teatro Sá da Bandeira). 

A convite do cineasta António Lopes Ribeiro, improvisou ao piano acompanhamento sonoro aos filmes mudos transmitidos nalgumas séries do “Museu do Cinema” e a sua primeira colaboração no cinema data de 1941, no filme “Aniki-bóbó”, de Manoel de Oliveira, com produção de António Lopes Ribeiro.

A participação na Televisão foi diversa, destacando-se os Programas “Música Maestro” e “Os anos não contam”, que inteiramente lhe foram dedicados e preenchidos exclusivamente com músicas de sua autoria.

Para além da sua música continuar a ser divulgada em Espectáculos, Casas de Fado, na Rádio e na Televisão, alguns dos seus êxitos têm sido editados ou reeditados em suporte digital. Salienta-se “ROSA BRANCA”, escolhida por Mariza para integrar o seu CD “Terra”, o qual tem sido divulgado em todo o mundo. 

Por tanto que fez e por tudo o que ainda hoje representa, é um dever recordar este nosso maestro que tanto deu à música portuguesa, aos seus contemporâneos e a todos, na medida em que o seu exemplo e a sua obra permanecem vivos.

O seu nome, a sua presença sorridente e simpática, as suas doces melodias acompanharam muitos de nós ao longo das nossas vidas, pois bem pequeninos nos habituámos a ouvir, a cantar e a dançar ao som divinal da sua orquestra, do seu repertório, da sua forma de estar no mundo e na música, reflexo da integridade da sua pessoa, como homem, como pai, como amigo, como músico e como cidadão, em tudo exemplar.

Maria Susana Mexia





Informação do Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza 56/2016





Lançamento do CD‏ Autêntico - 1 de outubro - 15h - Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa



Vaticano: Papa regressa ao Cáucaso com mensagem de paz para a região

Visita à Geórgia e Azerbaijão, países com minoria católica, tem marca ecuménica e inter-religiosa

Cidade do Vaticano, 26 set 2016 (Ecclesia) - O Vaticano apresentou hoje aos jornalistas o programa da viagem do Papa à Geórgia e Azerbaijão, a segunda deste ano à região do Cáucaso, onde Francisco quer levar um apelo à paz.

“É claramente uma viagem de paz, o Papa leva uma mensagem de reconciliação para toda a região”, disse em conferência o porta-voz do Vaticano, Greg Burke.

A 16ª viagem internacional do pontificado tem início marcado para sexta-feira, na capital da Geórgia, Tbilisi, e conclui-se este domingo, já no Azerbaijão.

O programa oficial, que prevê 10 discursos do Papa, inclui um encontro privado com a comunidade caldeia, um rito que remonta às origens do Cristianismo e tem particular importância na Síria e no Iraque, mantendo o uso litúrgico do aramaico, a língua falada por Jesus Cristo.

A visita de oração pela paz à igreja de São Simão, com a comunidade assíria-caldeia, está marcada para o final da tarde de sexta-feira e que ser um “sinal da proximidade” de Francisco às comunidades cristãs sírias e iraquianas, realçou o porta-voz do Vaticano.

Francisco esteve na Arménia entre os dias 24 e 26 de junho deste ano, naquela que foi a sua primeira visita ao Cáucaso, e explicou, já no regresso ao Vaticano, os motivos que o levam agora a viajar até à Geórgia e Azerbaijão.

“Acolhi o convite para visitar estes países por um duplo motivo: por um lado, valorizar as antigas raízes cristãs presentes nessas terras, sempre num espírito de diálogo com as outras religiões e culturas; por outro, encorajar esperanças e caminhos de paz”, assinalou, no Vaticano.

O Papa parte de Roma na manhã de sexta-feira, rumo ao aeroporto Internacional de Tbilisi, com chegada prevista para as 15h00 locais (menos três horas em Lisboa).

Após a cerimónia de boas-vindas, Francisco vai fazer uma visita de cortesia ao presidente da República da Geórgia, no palácio presidencial, seguindo-se o encontro com o ‘catholicos’ e patriarca de toda a Geórgia, Ilia II, no palácio do Patriarcado Ortodoxo.

Já no sábado, Francisco preside à Missa no Estádio M. Meskhi, contando, pela primeira vez, com a participação de uma delegação da Igreja Ortodoxa da Geórgia; o programa continua num encontro com sacerdotes, religiosos e religiosas na igreja da Assunção, de rito latino.

Antes de visitar a catedral patriarcal Svietyskhoveli de Mskheta, centro espiritual da Igreja Ortodoxa georgiana, o Papa reúne-se com pobres e agentes de obras de caridade da Igreja, diante do centro de assistência dos religiosos camilianos.

O domingo começa com a cerimónia de despedida no aeroporto Internacional de Tbilisi, de onde o Papa parte para Baku, capital do Azerbaijão, localizada nas margens do Mar Cáspio, com chegada prevista para as 09h30 (menos três horas em Lisboa).

A visita de 10 horas a território azeri, onde os católicos são apenas algumas centenas, começa com a Missa na igreja do Centro Salesiano.

Em Baku, Francisco vai almoçar com a comunidade salesiana, ainda antes da cerimónia oficial de boas vindas, na praça do palácio presidencial de Ganjlik, de uma visita ao Monumento aos Mortos pela Independência e do encontro com as autoridades no Centro ‘Heydar Aliyev’ - nome do terceiro presidente do Azerbaijão após a queda da URSS.

O Papa transfere-se em seguida para a Mesquita ‘Heydar Aliyev’, que recebe um encontro inter-religioso, acolhido pelo xeque dos muçulmanos do Cáucaso.

O avião que transporta Francisco sai de Baku às 19h15 para aterrar em Roma, às 22h00 locais (menos uma hora em Lisboa) de domingo.

João Paulo II esteve na Geórgia em 1999 e no Azerbaijão em 2002.

CB/OC


in





Beja: Diocese começa novo ano pastoral marcado por «passagem de testemunho» entre bispos

D. António Vitalino vai completar 75 anos em novembro

Lisboa, 26 set 2016 (Ecclesia) - A Diocese de Beja começou este sábado o ano pastoral 2016/2017, que vai ficar marcado pela mudança de bispo, após o 75.º aniversário do bispo residencial, D. António Vitalino.

O bispo de Beja, na diocese desde 1999, vai completar 75 anos a 3 de novembro de 2016, atingindo assim o limite de idade estabelecido pelo Direito Canónico para o exercício do cargo.

D. António Vitalino disse à Agência ECCLESIA que encara com “muita naturalidade” essa “passagem de testemunho” para o atual coadjutor, D. João Marcos, prevendo uma transição “tranquila, como deve ser na Igreja”.

Para o bispo de Beja, é de esperar continuidade na “diversidade” própria do futuro bispo, D. João Marcos, na diocese desde 2014.

D. António Vitalino considera ser prioritário desenvolver um projeto de evangelização, de “iniciação cristã”.

“Os alentejanos estão num processo de aproximação, é preciso com certeza evangelizar aquele povo, mostrar que Jesus é, afinal, o mais próximo de nós”, precisou.

Quanto a conselhos que deixa a D. João Marcos, o bispo de Beja diz que é preciso “não desanimar, não ter medo das dificuldades”.

A Diocese de Beja viveu este sábado o Dia Diocesano, no Centro Pastoral da cidade alentejana, com a presença de membros do clero, consagrados e consagradas, colaboradores dos serviços diocesanos e das paróquias.

D. António Vitalino e D. João Marcos enviaram uma mensagem à diocese, sublinhando que o Programa Pastoral para este ano vai atender ao Centenário das Aparições em Fátima.

Os bispos explicam ainda que é de prever que este ano pastoral “fique marcado pela mudança”, passando D. António Vitalino a bispo emérito de Beja “quando o Papa Francisco assim o entender”.

Em relação ao futuro, D. António Vitalino diz ter um calendário “muito preenchido” até junho de 2017 e “muitos convites” do mundo da emigração.

“Eu não sou general, sou um simples soldado-raso e tenho de estar com o povo, às vezes à frente do povo, e mostrar os caminhos que julgo serem os melhores para todos”, assinala, uma retrospetiva do seu percurso como bispo.

Agora, e após 20 anos de ministério episcopal, prevê poder “regressar à comunidade”, como religioso carmelita.

HM/OC


in





domingo, 25 de setembro de 2016

Vaticano: 700 portugueses participam no Jubileu dos Catequistas em Roma


Celebração jubilar termina este domingo com a Eucaristia presidida pelo Papa Francisco

Roma, 24 set 2016 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé afirmou hoje em Roma que a celebração do Jubileu dos Catequistas é uma oportunidade para esclarecer sobre a “imagem verdadeira de Deus que devem transmitir”.

O Jubileu dos Catequistas conta com a participação de 700 portugueses provenientes de todas as dioceses de Portugal, que iniciaram a celebração jubilar esta sexta-feira, terminando no domingo com a Eucaristia presidida pelo Papa Francisco.

Em declarações à Família Cristã, D. Manuel Pelino disse que a participação portuguesa traduz-se num “bom número”, que não o deixa “satisfeito nem surpreendido”, pois poderia ser melhor caso os custos das viagens não fossem tão elevados.

Para o presidente da Comissão Episcopal que coordena o setor da Educação na Conferência Episcopal Portuguesa, celebrar o Jubileu com os catequistas é uma oportunidade para descobrir e apresentar Deus como Misericórdia.

“Penso que hoje a catequese já tem pessoas competentes, mas às vezes ainda se anuncia um Deus que está sempre à procura da nossa falha para nos castigar e esta imagem da Misericórdia, do amor aos mais frágeis, é uma imagem que deve estar no testemunho do catequista e na pregação da Igreja”, disse D. Manuel Pelino.

Para D. Nuno Brás, membro da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, a presença dos catequistas de Portugal é sinal da “importância dos catequistas na vida cristã do país”.

Em declarações à Família Cristã, o bispo auxiliar de Lisboa disse que “um jubileu vivido em Roma, a cidade do Jubileu por excelência, é sempre diferente do jubileu vivido mais perto de casa; depois, o contacto com o Papa, o sucessor de Pedro, e o contacto com esta universalidade da Igreja”.

“Perceber que somos milhares de catequistas em Portugal, mas milhões espalhados por todo o mundo, a transmitirem os mesmos ensinamentos, é algo de muito enriquecedor de se perceber”, acrescentou D. Nuno Brás.

Os catequistas de língua portuguesa iniciaram esta sexta-feira as celebrações jubilares com uma catequese sobre o tema da misericórdia pelo responsável da secção portuguesa na Secretaria de Estado do Vaticano, monsenhor Ferreira da Costa, que decorreu na igreja de São Luís dos Franceses e a partir do ciclo de pinturas de Caravaggio sobre São Mateus, que preenchem a Capela Contarelli, nesta igreja.

"Que este Jubileu ajude a nossa mente e o nosso coração a moldar-se segundo este estilo de empenho que Deus assumiu a favor de cada um de nós, para, deste modo, a nossa vida se transformar num compromisso de misericórdia para com todos”, disse monsenhor Ferreira da Costa, citado pela Família Cristã.

Este sábado, o programa do Jubileu dos Catequistas propõe a Peregrinação à Porta Santa e a possibilidade de fazer o percurso “Nos passos dos Santos e Beatos da Catequese”; ao fim do dia, decorre na Basílica de São Paulo Fora de Muros a oração de vésperas e a apresentação de testemunhos.

O Jubileu dos Catequistas termina este domingo com a celebração da Eucaristia, na Praça de São Pedro, às 10h30 (menos uma em Lisboa), seguida da oração mariana do Angelus.

PR


in





Un ex protestante cuenta sus dificultades para acoger a María, rezar el Rosario y cómo las superó

Aun convencido de sus bondades, no le cogía el tranquillo

Superadas las razones intelectuales propias de un protestante, a David le esperaban otras muy conocidas también por los católicos
Cari Filii  25 septiembre 2016

Para alguien que viene del protestantismo, la centralidad de la devoción mariana que implica el rezo del rosario puede ser una dificultad. Es el caso de David Michael Phelps, casado, padre de cuatro hijos, profesor de literatura, productor de documentales y escritor.



Pero además se encontró con un obstáculo muy común a católicos de cuna. Recientemente explicó en Crisis Magazine cómo superó estos impedimentos:

En estos diecisiete años desde que fui acogido en la Iglesia mi relación con el rosario ha tenido bastantes altibajos. Todo empezó con mis dificultades con María.

Decidí convertirme al catolicismo antes de sentirme plenamente cómodo con la "cuestión de María". (Este es el término educado que la versión protestante de mí mismo empleó después de reducir mi actitud desde un "fuertemente sospechosa" a la más manejable "incómodamente tolerante"). Como evangélico protestante, sólo veía a María en el periodo navideño, e incluso en esta ocasión no la consideraba como algo especial. Ella era algo así como la prima tímida y distante que aparece sólo en la comida de Navidad y que se sienta en silencio en una esquina de la mesa de los niños. Tal vez la reconoces, pero no recuerdas si has hablado alguna vez con ella.

En algunos ambientes protestantes, explica David, la Virgen María solo aparece al llegar la Navidad, y en un lugar secundario.
Cuando me convencí de la verdad de la fe católica y de la función protectora de la Iglesia, estaba deseando admitir que mi incomodidad con la "cuestión de María" no era motivo para mantenerme alejado de la Eucaristía. Esto se resolverá solo, me decía a mí mismo. Y prácticamente ha sido así.

La dificultad y las frustraciones del rosario
A pesar de que la dificultad inicial hacia María se transformó, en los años siguientes, en afecto y, posteriormente, en amor, no conseguía cogerle el tranquillo al rosario.

Intelectualmente entendía los beneficios de su método y perspectiva. Comprendía que muchos santos lo ofrecieran como una manera preeminente de oración cristiana, de crecimiento, de florecimiento espiritual y de conciliación. Comprendía su carácter físico, es más, apreciaba mucho este aspecto.

Pero a pesar de todo esto, seguía siendo algo que no acababa de comprender. ¿Cómo podía dirigirme a una persona, hacer una serie de invocaciones, mientras meditaba acerca de los eventos de la vida de otra persona, sin confundirlas y no prestar atención a ambas? Sentía como si mi espiritualidad me obligase a estar repicando y a la vez en la procesión. Mi atención estaba siempre dividida y, por consiguiente, dispersa. Me encontraba siempre distraído. Al final optaba por dejar el rosario. De usarlo tan poco, el rosario que llevaba en el bolsillo acabó teniendo la forma de un nudo enmarañado. Una imagen perfecta de mi vida de oración.

A muchos católicos de cuna les puede resultar difícil comprender por qué la espiritualidad mariana es tan incómoda para los conversos del protestantismo. Pero en la vieja escuela del fundamentalismo, la invocación de los santos y el honor especial otorgado a María eran cosas que pertenecían a los cuentos del hombre del saco. Se nos decía con toda claridad que estos engaños papistas eran errores de los que los católicos se arrepentirían en el infierno durante toda la eternidad. Considerando el ambiente cultural en el que crecí, incluso cuando estas actitudes difamatorias no se explicitaban, es fácil entender por qué, a pesar de que la mente rechace estos disparates, el corazón recuerda sus miedos de juventud.

Estos fueron los obstáculos que durante más de quince años hicieron que el rosario fuera para mí una práctica más incumplida que observada. Pero recientemente he tenido tres revelaciones -embarazosas de lo simples que han sido- que me han ayudado, por fin, a entender un poco el fundamento. Y no tienen que ver en absoluto con María, o con el rosario, ni tan siquiera con la oración general. Empiezan con Cristo.

El camino que Cristo ha pisado
Como muchos conversos, inicialmente llegué a la fe católica a través del estudio. Me gusta leer, estudiar, escribir y hablar sobre el Evangelio… todas ellas actividades mucho más fáciles que vivirlo. A fin de cuentas, ser crítico es mucho más cómodo que estar en el escenario. Prefiero no arriesgarme en primera persona. Es mucho más fácil escribir palabras acerca de la vida cristiana que encarnar la Palabra.

Pero la vida cristiana no es una vida de palabras incorpóreas, sino de encarnación. La vida cristiana es el Camino (tomo prestado el término de Jesús y de sus primeros discípulos) y, por lo tanto, las prácticas de espiritualidad no son pequeñas islas de actividad que salpican el resto de nuestras actividades diarias, formando (es lo que esperamos) algún tipo de perceptible archipiélago de santidad. Se nos pide que recemos siempre, lo que significa que la vida espiritual es una infusión, una saturación. La ortodoxia es inseparable de la ortopraxis.

Cuando Cristo llamó a sus discípulos no les anunció un plan de salvación y de pureza doctrinal en doce pasos. No, Él dijo: "Venid y veréis" y "Seguidme". Para recalcar lo que quiero decir, un modo de decirlo ahora sería: "Eh, tú, ven aquí. Quiero mostrarte algo".

Orar no es sólo hablar: es también imitar al Maestro.
Cuando un rabino se hacía cargo de sus estudiantes, no esperaba que ellos llegaran y simplemente escucharan lo que les tenía que decir. Se esperaba de ellos que observaran cómo vivía y que empezaran a vivir así, que comieran lo que él comía, que se lavaran las manos como hacía él. El objetivo de  "seguirle" era seguirle mimando todo lo que hacía. El objetivo no era únicamente transferir la información de su cabeza a la de ellos. Y esto era aún más verdad en los que seguían al Verbo Encarnado.

Este principio es verdaderamente importante cuando lo aplicamos a nuestra oración. En su pequeño y magnífico libro El Rosario, Hans Urs von Balthasar escribe que "la oración cristiana puede llegar a Dios sólo siguiendo el camino que Dios mismo pisó; en caso contrario, precipita fuera del mundo y cae en el vacío, presa de la tentación de considerar este vacío como Dios o de considerar a Dios la nada en sí misma.… El camino entre Dios y nosotros ha sido pisado en ambas direcciones. 'Yo soy el Camino, la Verdad y la Vida'".

Tras leer esto me di cuenta, por primera vez, de que mi oración personal no era una cuestión de iniciativa personal. Era algo totalmente distinto.

La oración es un servicio de obediencia
La oración es, de hecho, un servicio de obediencia. El padre Jacques Philippe, en su conmovedor libro Tiempo para Dios, nos dice que nunca es buena idea utilizar nuestro deseo personal de rezar como una motivación para rezar (y, por consiguiente, aceptar la reticencia a rezar como una razón para no hacerlo). "Hay otro motivo para ir al encuentro de Dios en una oración mental que es igualmente significativa y mucho más profunda y constante: Él nos invita a hacerlo". Lo que debe ser nuestra guía, dice este padre, es "la fe y no… nuestro estado de ánimo subjetivo". Rezamos por obediencia.

La obediencia tiene una mala connotación para la mente liberada, como es la sensibilidad protestante (consideren el significado del término protestante). Ser obediente es, de alguna manera, tirar por la borda la libertad y la sinceridad. La obediencia es vista como una situación de poder dentro de las relaciones. Obedecer puede ser mejor que sacrificarse, pero ambos tienen que ser sin esfuerzo y libremente, ¿no?
En la vida cotidiana la obediencia es también una muestra de confianza. En la oración no es distinto: el mérito procede del amor.
 Para la mentalidad católica, la obediencia no es una cuestión de poder o de comodidad, sino de confianza. La obediencia es la manera de vivir la confianza. Obedeces a la persona en quien confías. Desobedeces a alguien cuando quieres confiar más en ti mismo que en la persona que te pide docilidad. Puede haber ocasiones en que hacer esto sea prudente, pero no cuando se trata del Hijo de Dios.

Esto hizo que me planteara de nuevo la cuestión de la oración. Si la oración es una cuestión de obediencia, entonces es un modo de seguir a Cristo en su Camino… quizá la primera forma de hacerlo. Por lo tanto, no rezar es declarar que confío más en mí mismo que en Cristo, el Camino. Es caminar por un camino que yo he trazado.

Pero incluso si decidía obedecer, confiar, aún tenía desafíos a los que enfrentarme.

Ella, la que muestra el Camino
Cuando rezamos estamos, obediente y confiadamente, viviendo con Jesús, siguiéndole, mirando lo que Él hace para hacer nosotros lo mismo. Pero al dirigir nuestra mirada a esta labor nos damos cuenta inmediatamente de que no vemos muy bien. Consideremos, como prueba de ello, todos los "modos" contradictorios con los que los cristianos han intentado vivir una vida cristiana… las diversas sectas, cismas, heterodoxias, heteropraxis y herejías. La complementariedad es una cosa, pero la contradicción es otra y si los cristianos viven de manera contradictoria es razonable concluir que algunas personas ven más claramente que otras.

Y aquí llegó una revelación clave para mi vida de oración, un modo de comprender a María que hizo huir a mi fantasma protestante: María es la lente correctora. A través de sus ojos podemos ver a Jesús mejor porque ella no tiene las cataratas del pecado. Ella posee la mejor vista del drama del Evangelio y posee la visión más clara del mismo. A través de esta lente Dios enfoca su luz. Por este motivo el lugar de María es difícil de ver y por eso a menudo es un lugar escondido: para servir como lente Ella debe ser translúcida. Así lo expresó Hopkins: "A través de Ella le podemos ver a Él / de manera más dulce, no más tenue /y la mano de ella abandona su luz / tamizada para adecuarse a nuestra vista".

Al comprender a María de este modo fue más fácil para mí comprender el rosario. Como servicio de obediencia desde la posición ventajosa de María, el rosario, como expresa Von Balthasar, nos ofrece la oportunidad de rezar dentro de la unión que María comparte con Cristo. Si "la oración cristiana puede llegar a Dios sólo siguiendo el camino que Dios mismo pisó, ¿cómo nos ha alcanzado este Camino?", pregunta Von Balthasar, "¿cómo ha penetrado la 'Luz' dentro de nosotros? ¿Cómo ha vivido la 'Palabra' entre nosotros? … Alguien tuvo que recibir la Palabra de una manera tan incondicional para asegurar que tuviera un lugar en un ser humano y, así, poder convertirse en hombre, el Hijo de una Madre".

El Camino de Cristo, esta Palabra Encarnada, llega desde el Padre a través de su Madre y mientras Cristo vuelve al Padre, nosotros quedamos atrapados en la estela del movimiento de su amor. María vive y reza en el silencioso centro de este amplio movimiento y el rosario nos permite compartir su posición ventajosa, entrando en el Camino de Cristo junto a ella, que lo comparte íntimamente. Esta posición ventajosa es, al fin y al cabo, una posición de participación, no un mero punto de observación. María observa el drama desde el escenario. Al ver la Luz, ella brilla con la Luz. Tomando prestada una frase del dramaturgo Eugene O’Neill, viendo el secreto ella se convierte en secreto.

Esta realidad adopta una forma conmovedora en el motivo iconográfico llamado Odighitria, la que muestra el Camino.

El icono Odighitria u Hodegetria, en pintura de Berlinghiero Berlinghieri.
En este icono, Nuestra Señora tiene en brazos al Niño Jesús, al que señala. Este es el Camino, está diciendo. Él es vuestro fin, vuestro significado, vuestra alegría.  A través de su mirada, en este icono y en el rosario, no sólo vemos, sino que también vivimos el misterioso Camino de Cristo de una manera más perfecta. También nosotros, viendo el secreto, nos convertimos en secreto.

Por lo tanto, no hay que tener miedo al rosario, no es algo añadido que debe ser incómodamente tolerado. Es un paso del Camino, un movimiento musical, la gramática en el discurso de la gracia. Es una puerta abierta a las profundidades del Sagrado Corazón que canturrea con los ecos de los misterios que hay detrás. Ojalá seamos capaces, sobre todo los conversos, de aprender a abrir esa puerta con algo más de prontitud.

Publicado en Cari Filii.
Traducción de Helena Faccia Serrano (diócesis de Alcalá de Henares) para Cari Filii.



in





 

Un ex jugador del Manchester United abraza la vida religiosa, como dominico, para ser sacerdote

El futbolista Philip Mulryne 

Philip Mulryne
ReL  25 septiembre 2016

Philip Mulryne fue jugador del mítico Manchester United y de la selección de Irlanda del Norte. Su posición en el campo era de mediocentro de contención. Deja su vestimenta de color de rojo por el hábito blanco de dominico.

Acaba de hacer la profesión solemne de los votos como religioso en la Orden fundada por el español santo Domingo de Guzmán, en el convento de los dominicos de Dublín (Irlanda). Está previsto que en el 2017, una vez que concluya sus estudios, pueda ser ordenado sacerdote de la Iglesia católica.

Lo cuenta el periodista Philip Kosloski en un reportaje publicado en el portal Aleteia:

De vestir la camiseta del Manchester United a enfundarse el hábito de dominico
Son muchos los atletas profesionales que, al retirarse tras el auge del éxito en el césped, en la cancha y en la piscina, se mantienen vinculados al mundo del deporte: varios intercambian la camiseta del juego por el tablero técnico, por ejemplo.

Pero un astro del futbol europeo decidió ir por un camino menos recorrido al intercambiar el uniforme del campo por el uniforme del claustro: avanzando de hábito blanco dominicano rumbo al sacerdocio en la Iglesia católica, Philip Mulryne, ex medio campista del Manchester United y de la selección de Irlanda del Norte, hizo recientemente su profesión solemne de votos religiosos en Dublín como miembro de la orden dominicana.

Philip continuará sus estudios teológicos a lo largo del próximo año y deberá ser ordenado sacerdote en 2017.

Philip Mulryne es el primero de la izquierda, vistiendo el tradicional hábito dominico
Jugaba con David Beckhan
El atleta protagonizó una carrera de éxito en el fútbol profesional, jugando al lado de David Beckhan y como pareja de la modelo Nicola Chapman en el auge del estrellato.

Philip jugó 161 partidos entre 1999 y 2005. De acuerdo con el Irish Central, él estaba en la lista de los favoritos de los aficionados incluso habiendo tenido, según el Catholic Herald, sus momentos de rebeldía: por ejemplo en 2015, cuando fue expulsado de la selección de Irlanda del Norte porque huyó de la concentración y salió a beber.

Lleva más de 10 años preparándose para ser cura
Su ex colega Paul McVeigh se sorprendió al saber que Philip se estaba preparando para ser sacerdote tras más de diez años de actuación profesional en el campo: “Para mi sorpresa, y probablemente de todo el resto de la fraternidad futbolística, Phil decidió entrenarse para ser sacerdote católico… Yo aún estaba en contacto con él y sabía que él había dado un giro en su vida, que estaba involucrado en muchas iniciativas de caridad, ayudando a las personas sin techo durante la semana. Incluso así, fue un gran impacto saber que él sintió ese llamado…Yo estoy seguro que eso no ha sido algo que ha tomado a la ligera”.

Tras retirarse del fútbol ayuda a la gente
Poco después de retirarse del fútbol, a los 31 años, Philip realmente se dedicó a una serie de obras de caridad. Sus amigos consideran que el obispo de Down y Connor, don Noel Treanor, pudo haber tenido influencia en la vida del joven, animándolo a pensar en la vocación al sacerdocio.

Las razones para ser dominico
Cuando hizo su profesión simple de votos religiosos, en 2013, Philip habló brevemente sobre su vocación y las razones que lo llevaron a la orden dominicana: “Esta, para mí, es una de las principales razones que me atrajeron a la vida religiosa: entregarme totalmente a Dios en la profesión de los consejos evangélicos, tomándolo como nuestro ejemplo y, a pesar de nuestras debilidades y defectos, confiar en Él, que nos transformará por su gracia; y así, transformados por él, comunicar a todos la alegría de conocer a Dios… Este es, para mí, el ideal de la vida dominicana y una de las principales razones que me atrajeron a esta orden”.

Philip Mylryne optó por no volver a hablar públicamente de su nueva misión en la vida hasta después de ser ordenado sacerdote.

Él es miembro de los dominicos irlandeses, que están presentes en las ciudades de Dublín, Cork, Galway y Tralee, así como en Teherán, Irán, y en Roma. Esta rama dominica fue fundado en Dublín en el año de 1224.

El testimonio de Philip con ocasión de su primera profesión de votos, en 2013, es uno de los que aparecen en el siguiente video de los dominicos irlandeses (está en inglés y a partir del minuto 3”47′).




 in





sábado, 24 de setembro de 2016

Tres desconocidos milagros del Padre Pío realizados en Estados Unidos a gente enferma

Lo cuenta el P. John Zeller, de EWTN

Aciprensa  24 septiembre 2016

Padre Pío
El P. John Zeller pertenece a los Misioneros Franciscanos de la Palabra Eterna y es director del departamento de peregrinación del canal católico EWTN en Birmingham (Estados Unidos).

En una entrevista cuenta algunos hechos milagrosos y poco conocidos de los que ha sido testigo, tras rezar por diversas personas con una reliquia de primer grado del santo fraile capuchino.

Una devoción reciente al Padre Pío
El P. Zeller no fue siempre un devoto del Padre Pío sino que adquirió la devoción hace unos años y está convencido de que el santo lo eligió.

Tras conocer más sobre la vida del fraile capuchino italiano, se animó a pedirle una reliquia a uno de los superiores en San Giovanni Rotondo. El superior accedió y le entregó dos pedazos de una venda ensangrentada que cubrió las heridas producidas por los estigmas del Padre Pío. El P. Zeller entregó una de las reliquias a su comunidad y se quedó con la otra.

Esa es la reliquia que utiliza para rezar con las personas.
Tuve la oportunidad de rezar con mucha gente y ha habido casos donde hubieron, diría, algunas curaciones”. Él se enteró de esto porque las personas por las que rezó se le acercaron meses después para decirle que estaban curadas.

Padre Pío, un intercesor muy poderoso
El Santo “Padre Pío es un intercesor muy poderoso. Un sacerdote me dijo una vez que probablemente es uno de los santos más activos de la Iglesia Católica”, dijo el presbítero.

Primer milagro
Una de estas curaciones sucedió hace pocos meses en el Santuario del Santísimo Sacramento en Hanceville en la fiesta de la Virgen de Fátima, cuando con dos sacerdotes por los fieles con las reliquias y con el guante del Padre Pío que pertenecía a la Madre Angélica.

Mientras oraban se acercó una mujer que sufría de ciática, un dolor muy fuerte que va desde la parte trasera de la pierna hasta el pie.

El P. Zeller rezó por ella y después ella volvió a su sitio y le dijo a su esposo: “Estoy curada”.

Segundo milagro
En otra ocasión oró con la reliquia sobre la hija de doce años de una pareja de amigos que sufría de una infección de oído y que “parecía que no desaparecería”.

Él colocó la reliquia en la oreja afectada y rezó. “ella cayó al suelo (...) no pude sostenerla porque no sabía qué estaba pasando, estaba un poco asustado de que algo le hubiera pasado”. Sin embargo la madre dijo que “estaba en el descanso en el espíritu”.

La joven se curó de la infección y ya no volvió a afectarla.

Tercer milagro
Otro caso de curación se dio en una mujer de 40 años que sufría una enfermedad en el corazón y cuando rezó por ella con la reliquia quedó sana.

Sobre estas curaciones milagrosas, el P. Zeller dijo que “no soy yo sino la intercesión de San Padre Pío”.

El don
El sacerdote comentó a ACI Prensa que antes pensaba que el Padre Pío era una persona muy seria y tenía miedo de pedir su intercesión porque creía que “sería serio conmigo”.

Sin embargo, descubrió que “fue un fraile muy alegre” y cuando viajó a San Giovanni Rotondo entendió que la seriedad del santo era porque “sabía cuando la gente no estaba arrepentida”.

Se dice que incluso podía oler el pecado, yo ni me imagino cómo olerá la separación eterna de Dios ”, concluyó.

Traducido y adaptado por María Ximena Rondón. Publicado originalmente en CNA.



in



 

Sin hijos, prometió a la Virgen que llevaría peregrinos gratis... hoy es padre de cinco niños

Arif Sadiq es un católico de Lahore, Pakistán


Procesión de la Virgen en Mariamabad, el gran santuario mariano de Pakistán, al que acuden cristianos, pero también musulmanes
Cari Filii / AsiaNews  24 septiembre 2016

Arif Sadiq es un católico de Lahore, Pakistán, que no lograba tener hijos con su esposa, pero en cierto momento, hace 20 años, hizo un voto a la Virgen: él, que es conductor profesional, llevaría gratis a peregrinos que van al santuario mariano nacional de Mariambad, a doscientos kilómetros de su ciudad, si la Virgen le bendecía con hijos. Y ya tiene cinco.

Sucedió cuando llevaban cinco años casados y los niños no llegaban. “Prometí a la Virgen que le llevaría la mayor cantidad posible de fieles, con la esperanza de ser bendecido con el don de un niño”, explica a AsiaNews. Y desde ese momento empezaron a llegar los niños.


Arif Sadiq, transportista profesional, llena de peregrinos su caminón y los lleva a Mariamabad

El santuario mariano de Mariambad (“Ciudad de María” en lengua urdu) es cada año meta de una gran peregrinación cuando llega la fiesta del Nacimiento de la Virgen María. 

Sadiq carga en la parte posterior de su camioncito la mayor cantidad posible de fieles de la parroquia de San Pablo de Lahore. Este año transportó a 60 personas desde el asentamiento Ahata Malik Basu: hombres, mujeres y sobre todo jóvenes, que de otro modo habrían tenido que recorrer a pie o con otros medios la distancia que hay hasta el santuario.

El hombre cuenta: “Estoy contento de transportar a personas que rezan con cualquier situación climática,  haya sol o llueva. Rezamos antes y después del embarque de los pasajeros”.

Detalla que un viaje similar, para un camioncito con seis ruedas, le cuesta 6.000 rupias (50 euros, una cantidad no despreciable en Pakistán), incluyendo combustible y peajes, pero “esta es mi contribución para ayudar a la misión de la Iglesia”.



 


Siendo una norma durante el año, las reglas viales de Lahore prohíben el ingreso a la ciudad después de las 11 de la noche a los medios que transporten mercaderías o más de tres personas. Pero durante los días de la peregrinación, estas restricciones son “aliviadas” para permitir mayor libertad a los peregrinos.

El viaje del camioncito se inició el 10 de septiembre, después de que los más pequeños ayudaran a disponer sobre el fondo colchones, almohadas y telones. “El entusiasmo se palpaba en el aire”, cuenta Sadiq. Detrás de la cabina del conductor fue colocado un poster con la imagen de María y los fieles transcurren las largas horas de viaje entonando canciones e himnos a la Virgen.

El viaje dura 8 horas, si bien en condiciones normales de tráfico se habrían empleado dos horas y media.


Boota Masih, que viajó con su familia y nos cuenta: “Las calles están bloqueadas por el mayor flujo del fin de semana y la coincidencia con la fiesta de Eid-al-Adha (el festejo musulmán que marca el fin de la peregrinación a la Meca, ndr). Algunos niños resultaron intoxicados por el polvo y el smog. Pero nos encanta viajar juntos. Todos se conocen, contamos chistes y para las mujeres no es necesario usar el purdah (el velo)”.

Llegan a destino tras dormir solo tres horas y en el santuario encienden velas y rezan a la Virgen.

El obispo Shah da la bienvenida a los peregrinos de todo el país y los invita a enseñar a sus hijos la misericordia y la acogida. “Hoy anuncio el movimiento de la misericordia", proclama el obispo. "Fuimos elegidos para ocuparnos de los otros en un país desgarrado por el terrorismo. Una generación benévola puede asegurar una Iglesia madura y autónoma".


in



 

Comunicação Social: Igreja tem de promover relação «serena e amiga» com os media

Foto: João Cláudio Fernandes, Jornadas Nacionais
de Comunicação Social 2016
Jornadas Nacionais chegam ao fim após reflexão sobre desafios do setor nas várias dioceses

Fátima, 23 set 2016 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal responsável pelo setor dos media disse hoje em Fátima que a Igreja Católica tem de promover uma relação “serena” e “amiga” com os profissionais da comunicação.

No final das Jornadas Nacionais de Comunicação Social, D. Pio Alves destacou como uma “nota fundamental” dos trabalhos as chamadas de atenção para a importância da “relação serena, amiga, com as pessoas que trabalham no mundo da comunicação, estejam elas onde estiverem”.

O bispo auxiliar do Porto defendeu ainda uma “especial atenção” e “especial cuidado” pelo “aprofundamento” do que é a “especificidade” da comunicação eclesial.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais desejou que as propostas surgidas nestas jornadas ajudem a uma “melhoria da comunicação social em geral” e a responder aos desafios que a Igreja Católica tem neste setor.

Nesse sentido, desafiou os presentes a “construir uma boa comunicação”, sem refugiar-se nas “dificuldades que existem”, tal como tinha feito na sessão de abertura da iniciativa organizada pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais.

O início do segundo e último dia de trabalhos contou com a presença do antigo diretor do Secretariado de Meios de Comunicação Social de Espanha, padre José María Gil Tamayo.

O atual porta-voz Conferência Episcopal Espanhola defendeu a necessidade de “procurar um lugar para Deus nos media”, porque o mundo da comunicação é “um cenário da evangelização”.

“Também temos de abrir um lugar para os media na Igreja”, acrescentou.

O sacerdote assinalou que num contexto de “uma comunicação secularizada”, tem faltado à Igreja Católica uma “pastoral orgânica”, para que “toda a pastoral seja mais comunicativa”

As jornadas de Comunicação Social tiveram como tema, em 2016, 'Pensar a Comunicação da Igreja em Portugal', reunindo cerca de uma centena de profissionais do setor e responsáveis das várias dioceses portuguesas.

O padre José María Gil Tamayo falou num “novo cenário” comunicativo, que mudou e exige que a Igreja Católica seja, como tem sido ao longo da história, “muito ativa, muito criativa”.

“A comunicação é uma realidade humana fundamental”, declarou.

A conferência recordou a intervenção do então cardeal Jorge Mario Bergoglio no Consistório de 2013, antes da sua eleição pontifícia, no qual convidava a ir ao encontro das “periferias existenciais”, também as “periferias da comunicação”.

“A comunicação não serve para uma Igreja fechada em si mesma”, mas para uma “Igreja em saída”, assinalou o porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola.

O especialista defendeu a passagem de “uma comunicação instrumental para uma comunicação cultural, nas linguagens, nos comportamentos” do homem digital.

“O surgimento de cada nova tecnologia muda as pessoas”, observou, pelo que não basta “multiplicar o anúncio”.

Nesse sentido, a comunicação para a Igreja é também uma questão “antropológica”, recordando que as pessoas já não sabem o que é “estar em silêncio”.

“A Igreja fala, explica, ensina, mas muitas vezes não comunica”, advertiu.

O sacerdote espanhol colocou em contraponto duas “lógicas diferentes”, a informativa e a da Igreja, realçando a “fragmentação e relativismo” nos media, que fazem leituras em “chave política” e com “sentido economicista”.

A Igreja Católica tem, por isso, de saber “conquistar as pessoas”, levar a dimensão religiosa aos media, “deixar de ser uma Igreja do ‘não’”.

“Não podemos resignar-nos a que Deus não apareça nos media”, apelou.

O padre José María Gil Tamayo deixou como proposta a criação de uma nova figura de “animador da comunicação e da cultura” nas paróquias, um elemento que poderia ajudar a combater a “passividade” e promover a “amizade entre a comunicação e a Igreja”.

OC

in