quinta-feira, 30 de março de 2017

As Aparições de Nossa Senhora em Fátima, em 1917...

1.ª Parte: - Fátima era, no início do século XX, uma pequena aldeia desconhecida, pacata e tranquila, nas colinas da Estremadura.

O mundo estava a braços com a 1.ª Guerra Mundial, vivendo uma grave crise económica. Portugal onde o anti – clericalismo grassava, padecia uma profunda crise política.

Os cerca de dois mil habitantes desta pequena aldeia, Aljustrel, viviam da pastorícia, da agricultura e da produção de tecidos. A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, atualmente diocese de Leiria – Fátima.

Chamavam-se Lúcia de Jesus dos Santos, de 10 anos, Francisco e Jacinta Marto, irmãos e primos da Lúcia, de 9 e 7 anos, respetivamente. Naquele 13 de Maio, por volta do meio-dia, depois de rezarem o Terço como habitualmente faziam, as três crianças brincavam construindo uma pequena paredita. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora; começaram a correr mas, um pouco depois, outro clarão iluminou o espaço e viram em cima de uma pequena azinheira, no local onde agora se encontra a Capelinha das Aparições, uma “Senhora mais brilhante do que o sol “, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse, então, aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria nos dias 13 de seis meses consecutivos, sempre àquela hora. As crianças assim fizeram e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer – lhes e a falar – lhes na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo administrador do Concelho para a prisão de Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70 000 pessoas a Senhora disse – lhes que era a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capelinha em sua honra. Depois da aparição os presentes viram o Milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, pôde ser visto sem dificuldade e girou sobre si mesmo como uma roda de fogo, e, nesse momento, pareceu que ia precipitar-se sobre a terra, tendo depois voltado ao seu curso normal.

Posteriormente, já sendo Lúcia religiosa, Nossa Senhora apareceu – lhe várias vezes para pedir a Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria e a Consagração da Rússia. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, em Fátima, e fazia parte do chamado “Segredo de Fátima”.

Antes, entre Abril e Outubro de 1916, aparecera um Anjo aos três videntes que se identificara com o Anjo da Paz, o Anjo de Portugal: convidara-os à oração, e à penitência, e deu – lhes a Sagrada Comunhão, em preparação das aparições marianas.

Em 1918, no lugar das aparições foi construída uma pequena capela, destruída em 1922, por um atentado bombista, e depois reedificada.

O Santuário de Fátima foi construído na Cova da Iria, localizando-se a Capelinha no lugar das aparições de Nossa Senhora. O local exato está assinalado por uma coluna de mármore sobre a qual é colocada a imagem da Virgem Santíssima.

2.ª Parte: - No Cinquentenário das Aparições em 1967, o Papa Paulo VI visitou o Santuário de Fátima, que também acolheu por tês vezes o Papa João Paulo II, a 12 e 13 de Maio de 1982, no primeiro aniversário do atentado de que foi vítima, em Roma. A 12 e 13 de Maio de 1991, no décimo aniversário desse atentado; e a 12 e 13 de Maio de 2 000. Foi nesta última data, em pleno Grande Jubileu dos 2 000 anos de Jesus Cristo, que os dois videntes já falecidos – Francisco a 4 de Abril de 1919, e Jacinta, a 20 de Fevereiro de 1920 – foram beatificados; e foi anunciada a publicação da versão integral do “segredo de Fátima”.

Lúcia, a única vidente sobrevivente, em 1921 ingressou no Asilo de Vilar (Porto) dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia. Mais adiante foi para Tuy – Espanha como Irmã Doroteia. E em 25 de Março de 1948 foi transferida para Coimbra ingressando no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. Assistiu no ano 2 000, em Fátima, à beatificação de Francisco e Jacinta pelo Santo Padre João Paulo II, vindo a falecer no ano de 2005 em Coimbra, no Carmelo de Santa Teresa, com 98 anos de idade.

Todos os Papas desde Pio XII, expressaram a sua crença no caráter divino e sobrenatural dos acontecimentos que ocorreram em Fátima. S. João Paulo II atribuiu a sua sobrevivência após a tentativa de assassinato em 13 de Maio de 1981, à intercessão de Nossa Senhora de Fátima.

Em 2010 acompanhámos, em Fátima, na sua visita pastoral o Santo Padre Bento XVI e aguardamos agora com fé e alegria a vinda do Papa Francisco a Fátima, nos dias 12 e 13 de Maio para celebrar o “Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, 1917 – 2017 “!  Seja Bem-vindo, Santo Padre!

Em 23 de Março recebemos, com alegre surpresa, a notícia de que o Papa Francisco tinha  aprovado o Milagre e consequente canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta em data a determinar!

A canonização é, como sabemos, a confirmação por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal (no caso dos beatos o culto é diocesano), e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade. Assim, brevemente aí os teremos como “pequeninos, muito Grandes Santos”!
Nossa Senhora sabia em quem confiava! Na Sua Mensagem, em resumo, pedia – lhes para viverem e nos transmitirem as Suas preocupações por toda a humanidade.

Em tom maternal dizia – lhes: “Não tenhais medo. Eu não vos faço mal. Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida voltarei aqui ainda uma sétima vez”

Os Pastorinhos, impulsionados pelo ambiente do sobrenatural, ajoelharam, rezando a oração que o Anjo lhes ensinara: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo … … “

Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra!”

Na aparição do dia 13 de Setembro, anunciou: “Em Outubro farei o milagre para que todos acreditem” Além desse milagre a Virgem Santíssima tinha um pedido especial, que ficou gravado no coração dos Pastorinhos: “Não ofendam mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido”…

Aos observadores mundanos tal recado poderia parecer “arcaico” ou “irrealista”:  Alguém que vem dos céus para falar de “pecado”? Em que século a autora dessas aparições acha que estamos? Pois é justamente no século XX – em 1917 – que Nossa Senhora aparece e é a mesma mensagem de há 2 000 anos atrás que Ela traz consigo, como nas Bodas de Caná:  “Fazei tudo o que Ele vos disser”   (Jo. 2,5)    e a água converteu-se em vinho!

O Milagre do Sol não apenas confirmou as aparições de Maria em Fátima: ele também visa realizar um milagre muito maior que qualquer outro: A salvação das almas, a conversão dos pecadores; “para que todos acreditem” em Jesus Cristo e, acreditando, pelas obras, consigam a felicidade eterna!
 
Maria Helena Marques
Prof.ª Ensino Secundário







¿Cómo llevar jóvenes a la Iglesia y suscitar vocaciones? Expertos europeos lo debaten en Barcelona

ReL  28 marzo 2017

El simposio ha empezado este martes y servirá para
preparar el próximo Sínodo convocado por el Papa
Desde este martes 28 hasta el próximo viernes 31, la ciudad de Barcelona acoge el Simposio organizado por el Consejo de Conferencias Episcopales de Europa, que reunirá a más de 200 representantes de los episcopados de todo el continente.

El tema central de las jornadas será el papel de los jóvenes en la Iglesia y pretende ser preparatorio de cara al Sínodo convocado por el Papa para el próximo año y que estará centrado en la juventud.

Acompañar a los jóvenes
De este modo, el simposio titulado Acompañar a los jóvenes, abordará cómo poder aumentar el número de vocaciones en un momento crucial en la historia de la Iglesia y de cómo poder atraer a los jóvenes al catolicismo.

Cinco son los ámbitos cruciales que se deben afrontar en este desafío:
-catequesis
-escuela
-universidad
-vocaciones
-tecnología

En la presentación del simposio, el secretario general y portavoz de la Conferencia Episcopal Española, José María Gil Tamayo, ha asegurado que “queremos acompañar a los jóvenes  en los cinco ámbitos cruciales para ellos, reconducirlos para que resuelvan sus desafíos, como hizo Jesús con los discípulos de Emmaús”.

El tema central del Simposio son los jóvenes, cómo atraerles a la Iglesia, acompañarles y suscitar entre ellos vocaciones
Durante los últimos meses, los expertos ahora reunidos en Barcelona han estado preparando este simposio sobre el acompañamiento a los jóvenes a través de doce puntos. Son los siguientes:

1-Jesús y el acompañamiento
2- Entusiasmo cristiano y voluntad de Dios
3- Diversidad y relación
4- Identidad y vida
5- Comunidad y familia
6- Familia e Iglesia
7- Esperanza y plenitud de vida
8- Alegría y vida
9- Jóvenes y su lenguaje
10- Acompañamiento y Espíritu Santo
11- Examen de conciencia y testimonio
12-Evangelización y Cristo

Expertos y líderes católicos ante un gran desafío
Los relatores participantes compartirán con los participantes sus reflexiones sobre el tema del encuentro. Entre ellos, hay representantes de órganos vaticanos, del Consejo de Conferencias Episcopales de Europa y de las conferencias episcopales de estos países, todos ellos expertos en pastoral juvenil.

El arzobispo metropolitano de Cracovia, Monseñor Marek Jedraszewski, Presidente de la Comisión del CCEE para la Catequesis, Enseñanza, Universidad, explicará en la primera conferencia cuáles son los temas más relevantes en el acompañamiento de los jóvenes en la actualidad.

El presidente del Pontificio Consejo para la Promoción de la Nueva Evangelización, Monseñor Rino Fisichella, quien hablará acerca de Evangelización y buenas prácticas. Mons. Fisichella hará reflexionar a los participantes sobre la importancia que tienen los ejemplos o cómo dejarse inspirar por otros.

De izquierda a derecha, el cardenal Nichols, el arzobispo Omella y el cardenal Cañizares durante la presentación del Simposio
Gaudí como testimonio de vida
A la pregunta “Cómo podemos acompañar, respetando la libertad humana”, pretende reponder en una ponencia la Hna. Lola Arrieta, Carmelita de la Caridad Vedruna, experta en acompañamiento juvenil. En el transcurso del encuentro destaca también la conferencia sobre “Sagrada Familia: belleza, arte, arquitectura y liturgia”, dimensiones a través de las cuales la persona puede ser acompañada.

Michel Remery, vicesecretario del CCEE e investigador del área de Liturgia y Arquitectura de la Escuela deTeología Católica de la Unviersidad de Tilburg, será el encargado de desarrollar este tema, en el que además propone a Gaudí como testimonio de vida.

Vigilia de jóvenes y por los jóvenes
El presidente del CCEE y arzobispo metropolitano de Génova, cardenal Angelo Bagnasco, reflexionará en el discurso final sobre las líneas a seguir en el futuro a la luz de las conclusiones que se aporten.

Entre los participantes se encuentran también como anfitrión el arzobispo de Barcelona, Juan José Omella; o el arzobispo de Valencia, el cardenal Cañizares.

Además de las intevenciones, el miércoles 29 se celebrará a las 19.45 en la iglesia de Santa Ana se celebrará una vigilia de oración de los jóvenes de Barcelona por los jóvenes de Europa. De este modo, la vigilia prevé breves testimonios intercalados con cantos y momentos de adoración a la Sagrada Eucaristía. Al finalizar, los jóvenes de Barcelona tendrán un pequeño encuentro con los participantes en el Simposio.

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La joven viuda de un decapitado: «No estoy triste y no lo estaré jamás. Soy la esposa de un mártir»

Mariam cuenta cómo su marido, uno de los 21 coptos asesinados en Libia en 2015, le hablaba de Dios

Soy la esposa de un mártir, nunca estaré triste: la fe y la serenidad de Miriam impresionan e interpelan.
ReL 29 marzo 2017

El 15 de febrero de 2015, una filial de Estado Islámico en Libia difundió la decapitación de 21 cristianos coptos egipcios a quienes había secuestrado.

Como declaró el obispo copto católico de Giuzeh, Anba Antonios Aziz Mina, tras ver las imágenes (toda una producción propagandística de los terroristas), "en ese producto diabólico de horror sangriento se puede ver que algunos de los mártires, en el momento de su bárbara ejecución, repiten: 'Señor Jesucristo'. El nombre de Jesús ha sido la última palabra surgida de sus labios. Al igual que en la pasión de los primeros mártires, se han confiado en las manos de aquel que poco después los iba a recibir. Y así han celebrado su victoria, la victoria que ningún asesino les podrá arrebatar. Ese nombre susurrado en el último momento es como el sello de su martirio".


Como mártires están considerados. El Patriarcado Ortodoxo Copto de Alejandría difundió sus nombres, y a los pocos meses empezó a construirse una iglesia en su homenaje en la localidad de El-Awar, en la zona de donde eran originarios la mayoría. 


Entre los mártires se encontraba el joven Sameh Salah Faruk, cuya viuda, Mariam, meses después un impresionante testimonio de fe que habla por sí solo:


El vídeo está tomado del Christianisez Vous y subtitulado por ReL sobre el texto francés, una vez comprobada la exactitud de la traducción francesa sobre el original árabe.

Sameh Salah, martirizado en febrero de 2015. Él y Mariam tenían una niña de 14 meses.
He aquí, transcrito, el testimonio de Mariam, a modo de interpelante reflexión para los cristianos que viven donde ser cristianos no cuesta nada o cuesta mucho menos que la tortura y la decapitación:

"Soy Mariam, la esposa de Sameh Salah. Doy gracias a Dios. No estoy triste en absoluto, porque mi marido murió como un mártir, no fue un accidente. Doy gracias a Dios Nuestro Señor por proteger a mi hija.

»Doy gracias a Dios porque, desde que nos casamos, Sameh tenía la costumbre de hablarme de Dios, de los milagros. Amo a Dios gracias a él. No volver a verle será difícil, y seguirá siendo duro hasta el final de mi vida, pero no estoy triste.

»Estamos orgullosos de nuestra religión. Como cristianos, lo que ha pasado nos ha hecho sentirnos orgullosos de nuestra religión. Nuestro Señor Jesucristo fue crucificado, flagelado y torturado por nosotros. ¡Así que nosotros podemos resistir eso! ¡Bien podemos nosotros verter unas gotas de nuestra sangre por Él! Podemos hacerlo y podemos resistir.

»Es nuestra responsabilidad como cristianos conservar nuestra fe. Y esperamos morir como ellos. No es la muerte, es el martirio.

»Fueron torturados. Dios reforzó su fe porque ellos lo necesitaban en ese preciso momento. Resistieron como leones. Dios quería que estuviesen con Él en el cielo.

»No estoy triste y no lo estaré jamás. Soy la esposa de un mártir. No merezco estar triste. Dios no abandona jamás a nadie. Nosotros, como cristianos, somos muy fuertes, no hemos sido aniquilados. Que estemos en nuestras casas no quiere decir que estemos tristes. Estamos orgullosos de ellos. Soy la esposa de un mártir, y no lo merezco".

Tras estas palabras, le pregunta el entrevistador: "¿Qué le diría usted a la gente que hizo eso?".

"Dios les juzgará", responde Mariam.

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San Pedro Regalado – 30 de marzo

«Flor de la reforma franciscana. Fue discípulo aventajado de Pedro de Villacreces. Pasó su vida consumido en oración y sacrificios, sosteniendo el rigor de la Regla que había heredado. Hizo muchos milagros»


San Pedro Regalado
San Pedro Regalado (Wiki Commons - José Luiz)
(ZENIT – Madrid).- Pedro Regalado y de la Costanilla nació en Valladolid, España, hacia 1390. Perdió a su padre siendo muy pequeño. Su madre lo llevaba temprano al convento de San Francisco donde actuaba como monaguillo, por lo que fácilmente se estableció un vínculo entrañable con los religiosos a los que acompañaba en la santa misa, despertando en él una temprana vocación. A los 13 años ingresó en el convento.

Era jovencísimo cuando le impusieron el hábito. Los muros de los claustros albergaban a personas sin escrúpulos ni vocación. Se habían recluido en esos recintos con variadas y distintas intenciones, lo cual se evidenciaba en una falta de espíritu religioso. A nada de ello fue ajeno el momento histórico que propició numerosos arribismos de esta naturaleza. En esa época, el venerable fray Pedro de Villacreces, egregio maestro en teología por las universidades de París, Toulouse y Salamanca, estaba dispuesto a actuar para renovar la vida monástica que se había impregnado de muchas sombras proyectadas en ella al margen de la consagración. Con este objetivo, el obispo de Osma le autorizó a fundar por tierras burgalesas.

En 1404 llegó a Valladolid. Procedía de las cuevas de Arlanza y del eremitorio de La Salceda donde se hallaba buscando seguidores para secundarle en tan delicada misión. Cuando Pedro Regalado lo conoció a sus 14 años, entró en inmediata sintonía con él. La diferencia de edad –el fraile superaba los 60–, nunca fue un muro entre ambos; todo lo contrario. Y es que los dos compartían el anhelo de conquistar la santidad, y ante este altísimo fin nada se interpone. Entonces fray Pedro ya era considerado santo por muchos, y fue instructor del joven que aprendió a estimar junto al fraile el cumplimiento de la observancia franciscana.

Unidos partieron rumbo a La Aguilera, lugar colindante a Aranda de Duero, para fundar un convento. Con sumo gozo, y sin temor a la austeridad porque buscaba la gloria de Dios con todas sus fuerzas, se abrazó el muchacho al rigor de la regla. Y no era baladí. De las veinticuatro horas que tiene el día, diez estaban destinadas a la oración comunitaria y personal, trabajo y limosna. Éste era, en esencia, el plan cotidiano. El bondadoso fraile se ocupó de formar a Pedro Regalado para el sacerdocio. Éste celebró su primera misa en la ermita del convento en 1412. De algún modo era su credencial para realizar el apostolado en la cuenca media del Duero. Su virtud, percibida en palabras y gestos, era bendecida con hechos prodigiosos por los que fue reconocido como «el santo del Duero». Nadie quedaba indiferente ante sus dotes taumatúrgicas. Fray Pedro de Villacreces podía respirar tranquilo; Dios había bendecido a la Orden con un gran santo. Durante once años cumplió con alegría las humildes misiones que le encomendaron. Ofrecía limosnas a los pobres que llegaban al convento, trabajó en la cocina como ayudante, y fue sacristán, entre otras.

En 1415 cuando fray Pedro fundó El Abrojo en la provincia de Valladolid, su discípulo estaba tan bien formado y había dado tales muestras de virtud que no dudó en elegirlo maestro de novicios. Y como tal prosiguió su vida de intensísima mortificación y penitencia. Recorría el entorno como un consumado predicador. Con su sencillez y ardor apostólico arrebataba numerosas conversiones. Todos acudían a él con el corazón contrito y la certeza de que saldrían plenamente renovados después de mostrarle las huellas de sus heridas. Nada tiene de particular que en octubre de 1422, cuando se produjo la muerte de Villacreces, tras el capítulo de Peñafiel los religiosos de las dos casas fundadas por él pensaran en Pedro Regalado para que siguiera al frente de todos como prelado o vicario. Y no se equivocaron. La reforma se extendió como un floreciente rosario de nuevas fundaciones, conocidas como «las siete de la fama».

Pedro, con su inflamada devoción por la Eucaristía, la Pasión de Cristo y María, hilvanaba las jornadas consumiéndose en oración y sacrificios, sosteniendo el rigor de la regla que había heredado. Toda disciplina cabía en su acontecer. Los habitantes del lugar sabían de su severo ascetismo. Veían su escuálida figura perfilada sobre el cerro del Águila, rebosante de austeridades, portando los símbolos del Redentor: cruz, corona de espinas y soga, mientras realizaba el Via Crucis.

Los milagros se sucedían, como también los favores celestiales que recibía. Uno de ellos, quizá el más renombrado, alude a un 25 de marzo, festividad de la Anunciación; estuvo vinculado a su amor por María. Fue Ella quien debió colmar el anhelo del santo de poder postrarse ante su imagen en la iglesia de La Aguilera mientras rezaba maitines. El lugar distaba unos ochenta km. del Abrojo. Pero los ángeles hicieron posible este sueño de Pedro trasladándole en un santiamén al templo, mientras una estrella que simbolizaba a la Virgen los conducía. Devuelto del mismo modo al convento, una vez hubo cumplido su anhelo, todo se produjo en tan brevísimo espacio de tiempo que ninguno de sus hermanos llegó a percatarse de su ausencia, ignorando lo concerniente a este hecho prodigioso.

En 1456 Pedro viajó a San Antonio de Fresneda, cerca de Belorado, y se reunió con un religioso antiguo compañero suyo que se hallaba enfermo. También él regresó al Abrojo debilitado. Ante la cercanía de su muerte, se trasladó a La Aguilera y el 30 de marzo de ese año entregó su alma a Dios. Cuando en el estío de 1493 la reina Isabel la Católica visitó el convento, se dirigió a las damas de su séquito y aludiendo a la tumba de Pedro, dijo: «Pisad despacio, que debajo de estas losas descansan los huesos de un santo». Fue beatificado por Inocencio XI el 17 de agosto de 1683. Benedicto XIV lo canonizó el 29 de junio de 1746. Es el Patrón de Valladolid.

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Catequesis del papa Francisco en la audiencia del 29 de marzo de 2017

“Cuando Dios promete, lleva a cumplimiento aquello que promete. Jamás falta a su palabra”



(ZENIT – Ciudad del Vaticano, 29 Mar. 2017).- El papa Francisco ha centrado la catequesis de este miércoles en la virtud de la esperanza, continuando con este tema y añadiendo el de la fe.

A continuación el texto completo:

“Queridos hermanos y hermanas, ¡buenos días!

La frase de la Carta de San Pablo a los Romanos que hemos apenas escuchado nos ofrece un gran don. De hecho, estamos acostumbrados a reconocer en Abraham a nuestro padre en la fe; hoy el Apóstol nos hace comprender que Abraham es para nosotros padre de la esperanza; no solo padre en la fe, sino también padre en la esperanza. Y esto porque en su historia podemos ya adquirir un anuncio de la Resurrección, de la vida nueva que vence el mal y la misma muerte.

El texto dice que Abraham creyó en Dios “que da vida a los muertos y llama a la existencia a las cosas que no existen”; y luego precisa: “Su fe no flaqueó, al considerar que su cuerpo estaba como muerto y que también lo estaba el seno de Sara”. Así, esta es la experiencia a la cual estamos llamados a vivir también nosotros. El Dios que se revela a Abraham es el Dios que salva, el Dios que hace salir de la desesperación y de la muerte, el Dios que llama a la vida. En la historia de Abraham todo se convierte en un himno al Dios que libera y regenera, todo se hace profecía.

Y lo hace para nosotros, para nosotros que ahora reconocemos y celebramos el cumplimiento de todo esto en el misterio de la Pascua. Dios de hecho, “resucitó a nuestro Señor Jesús de los muertos “, para que también nosotros podamos pasar en Él de la muerte a la vida. Y de verdad entonces Abraham puede bien llamarse ‘padre de muchos pueblos’, en cuanto resplandece como anuncio de una humanidad nueva – nosotros – rescatada por Cristo del pecado y de la muerte e introducida una vez para siempre en el abrazo del amor de Dios.

A este punto, Pablo nos ayuda a poner en evidencia el vínculo estrecho entre la fe y la esperanza. Él de hecho afirma que Abraham “creyó, esperando contra toda esperanza”. Nuestra esperanza no se apoya en razonamientos, previsiones o cálculos humanos; y se manifiesta ahí donde no hay más esperanza, donde no hay nada más en que esperar, justamente como sucedió con Abraham, ante su muerte inminente y la esterilidad de su mujer Sara. Era el final para ellos, no podían tener hijos y ahí, en esa situación, Abraham cree y tuvo esperanza contra toda esperanza. ¡Y esto es grande!

La gran esperanza hunde sus raíces en la fe, y justamente por esto es capaz de ir más allá de toda esperanza. Sí, porque no se funda en nuestra palabra, sino en la Palabra de Dios. También en este sentido, entonces, estamos llamados a seguir el ejemplo de Abraham, quien, a pesar de la evidencia de una realidad que parece destinada a la muerte, confía en Dios, “plenamente convencido de que Dios tiene poder para cumplir lo que promete”. Me gustaría hacerles una pregunta, ¿verdad?: ¿Nosotros, todos nosotros, estamos convencidos de esto? ¿Estamos convencidos que Dios nos quiere mucho y que todo aquello que nos ha prometido está dispuesto a llevarlo a cumplimiento? Pero Padre, ¿Cuánto debemos pagar por esto?. “Hay un precio: abrir el corazón”. Abran sus corazones y esta fuerza de Dios llevará adelante y hará cosas milagrosas y les enseñará que cosa es la esperanza. Este es el único precio: abrir el corazón a la fe y Él hará el resto.

¡Esta es la paradoja y al mismo tiempo el elemento más fuerte, más alto de nuestra esperanza! Una esperanza fundada en una promesa que del punto de vista humano parece incierta e impredecible, pero que no disminuye ni siquiera ante la muerte, cuando a prometer es el Dios de la Resurrección y de la vida. Esto no lo promete uno cualquiera, ¡no! Quien lo promete, es el Dios de la Resurrección y de la vida.

Queridos hermanos y hermanas, pidamos hoy al Señor la gracia de permanecer instaurados no tanto en nuestras seguridades, en nuestras capacidades, sino en la esperanza que surge de la promesa de Dios, como verdaderos hijos de Abraham. Cuando Dios promete, lleva a cumplimiento aquello que promete. Jamás falta a su palabra.

Y entonces nuestra vida asumirá una luz nueva, en la conciencia de que Quien ha resucitado a su Hijo, resucitará también a nosotros y nos hará de verdad una cosa sola con Él, junto a todos nuestros hermanos en la fe. Todos nosotros creemos.

Hoy estamos todos en la plaza, alabemos al Señor, cantaremos el Padre Nuestro, luego recibiremos la bendición… pero esto pasa. Pero esto, también, es una promesa de esperanza. Si nosotros hoy tenemos el corazón abierto, les aseguro que todos nosotros nos encontraremos en la plaza del Cielo para siempre, que no pasa nunca. Y esta es la promesa de Dios. Y esta es nuestra esperanza, si nosotros abrimos nuestros corazones. Gracias.

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Francisco en la audiencia: La protección de los civiles en Irak es un deber urgente

Llamamiento del Papa en la audiencia de este miércoles junto a una delegación interreligiosa iraquí


Audiencia 29 marzo 2017 (Osservatore © Romano) 3
Audiencia 29 marzo 2017 (Osservatore © Romano) 3
(ZENIT – Ciudad del Vaticano).- La protección de los civiles en Irak es un “deber imperativo y urgente”. Este es el llamado del papa Francisco en la audiencia del 29 de marzo, el día después de la masacre de civiles en la ciudad de Mosul debido a los bombardeos, y en presencia en la Plaza de San Pedro, de una delegación iraquí interreligosa.

“Tengo la alegría de saludar a la delegación de responsables iraquíes compuesta por representantes de diversos grupos religiosos, acompañados por el cardenal Tauran, presidente del Consejo pontificio para el diálogo interreligioso”, dijo el papa Francisco en italiano al término de la audiencia.

Y realizó un llamado en favor de la población civil acorralada en Mosul, entre el frente de los terroristas y el de la armada iraquí.

“Mi pensamiento va a la población civil atrapadas en los barrios occidentales de Mosul y a los desplazados por causa de la guerra, a los quales me siento unido en el sufrimiento, a través de la oración y la proximidad espiritual. Expreso un profundo dolor por las víctimas del sangriento conflicto y renuevo a todos el llamado a empeñar a sus fuerzas en la protección de los civiles, un deber imperativo y urgente”.

El Papa ha pedido un futuro de reconciliación en Irak: “La riqueza de la querida nación iraquí tiene en este mosaico que representa la unidad en la diversidad, la fuerza en la unión, la prosperidad en la harmonía.

Queridos hermanos, les animo a proseguir vuestro camino y los invito a rezar para que Irak encuentre en la reconciliación y en la armonía entre sus diversos componentes étnicos y religiosos, la paz, la unidad y la responsabilidad.

Desde el Vaticano, la agencia Fides, se ha hecho eco de esta situación: “Las masacres de civiles inocentes que están marcando las operaciones militares en curso para liberar Mosul de la ocupación de los yihadistas del Estado Islámico (Daesh) han causado “profundo dolor y consternación” entre la Iglesia caldea”.

Y precisa que en “un comunicado difundido por los canales oficiales del Patriarcado caldeo, se hace mención de al menos 500 víctimas inocentes caídas en los últimos días a causa de los combates, y se recuerda a todas las fuerzas militares que participan en la ofensiva por la liberación de Mosul que al menos respeten las normas y procedimientos reconocidos internacionalmente para reducir al mínimo la pérdida de vidas humanas en los conflictos”.

El mensaje, firmado por el patriarca caldeo Louis Raphael I Sako, termina invocando a Dios Todopoderoso para que “custodie Iraq y acelerar el retorno de la seguridad, la paz y la estabilidad”.

Este domingo 26 de marzo, el Ejército de Estados Unidos reconoció su responsabilidad en el ataque aéreo contra Mosul que el pasado 17 de marzo, en lugar de golpear posiciones yihadistas, causó la muerte de 150 civiles inocentes y de activistas de los derechos humanos, incluidas mujeres y niños”.

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quarta-feira, 29 de março de 2017

Audiencia – el Papa a los peregrinos de idioma árabe: ‘Vivir sostenidos por la fe’

Invitó a aprender de María en la Anunciación que aceptó la voluntad de Dios sin entenderla


Audiencia 29 marzo 2017 (Osservatore © Romano)
(ZENIT – Ciudad del Vaticano – 29 Mar. 2017).- El papa Francisco ha saludado al concluir la audiencia general de este miércoles a los peregrinos de idioma árabe presentes en la Plaza de San Pedro, en particular los que viene de Irak. Y les animó a “vivir sostenidos por la fe”, palabras traducidas inmediatamente al árabe por un colaborador suyo.

“Queridos hermanos y hermanas –les dijo el Papa después de la catequesis sobre la esperanza de Abraham– por la fe María recibió las palabras del ángel y creyó al anuncio de que ella sería la Madre de Dios. Y ella a acogido en ella misma lo que no entendía del actuar de Dios, abriéndole su espíritu y su corazón”.

“Como Ella –prosiguió el Pontífice– nosotros estamos llamados a vivir apoyados por la fe, y a mirar con esperanza que se cumpla la voluntad de Dios en nuestras vidas. ¡Que el Señor les bendiga!”.

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Diálogo interreligioso: ‘Todos diferentes e iguales, como los dedos de una mano’

El Papa encuentra a exponentes iraquíes de los chiítas, sunitas, cristianos y yazidíes


El Papa recibe a exponentes iraquíes de diversas religiones (Osservatore © Romano)
El Papa recibe a exponentes iraquíes de diversas religiones (Osservatore © Romano)
(ZENIT – Ciudad del Vaticano – 29 Mar. 2017).- “Nosotros somos hermanos y por lo tanto todos diferentes y todos iguales, como los dedos de una mano” indicó el papa Francisco a los participantes de la segunda reunión organizada por el Consejo pontificio para el diálogo interreligioso, con tres superintendencias de Irak, para los chiítas, sunitas, cristianos, yazidíes, y sabes/madness, este miércoles 29 de marzo antes de la audiencia general.
Eran unos cuarenta representantes religiosos iraquíes, miembros de la superintendencia del ministerio Culto, en el salóncito del Aula Pablo VI, antes de la audiencia general de este miércoles.

“Todos nosotros somos hijos de Dios” les dijo el Papa, y señaló que “el diálogo entre ustedes, así como vuestra visita es una verdadera riqueza de hermandad y por esto es un camino hacia la paz de todos. La paz del corazón, la paz de las familias, la paz de los países, la paz del mundo. Pido a Dios omnipotente que les bendiga a todos ustedes y les pido por favor que no se olviden de rezar por mi”.

En el encuentro el Papa recibió como regalo una copia del Corán y un vestido tradicional musulmán, indicó el diario L’Osservatore Romano. Saludó además una a una a las diversas delegaciones y escuchó los testimonios que narraban las violencias y situaciones dramáticas que sufrieron los iraquíes.

En la audiencia general, en la que también participaron los representantes, el Papa hizo un nuevo llamamiento pidiendo por la protección de los civiles en el país.

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“Abraão é nosso pai na esperança”. O Papa aos peregrinos de língua portuguesa

“Aquele que ressuscitou o seu Filho nos há de ressuscitar também a nós”


Audiência, 29/03/2017, captura de tela CTV
Audiência, 29/03/2017, captura de tela CTV
(ZENIT – Cidade do Vaticano, 29 Mar. 2017).-“Abraão é nosso pai na fé; hoje podemos ver que ele é também, para nós, pai na esperança”, explicou o Papa Francisco na audiência geral desta quarta-feira na Praça de São Pedro, falando aos peregrinos de língua portuguesa.

“Pois «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que Abraão acreditou». Estas palavras do apóstolo Paulo mostram-nos a ligação íntima que existe entre a fé e a esperança. Esta não se apoia em raciocínios, previsões e certezas humanas, conseguindo ir mais além do que humanamente se pode esperar”, continuou o Papa.

O Papa ressaltou a promessa de vida: “É o caso de Abraão que acreditou na promessa divina de que haveria de ser pai de muitos povos, quando já nada o fazia esperar: a morte já o espreitava e a sua esposa, Sara, era estéril. A esperança teologal é capaz de subsistir no meio da derrocada de todas as esperanças humanas, porque não se funda numa palavra nossa, mas na Palavra de Deus. É uma esperança apoiada sobre uma promessa que, do ponto de vista humano, parece insegura e fora de todas as previsões; e contudo vemo-la resistir à própria morte, se quem promete é o Deus da Ressurreição e da Vida.”

Abraão é portanto, um modelo para os batizados: “Somos chamados, também nisto, a seguir o exemplo de Abraão: não obstante a sua vida já votada à morte, fiou-se de Deus, «plenamente convencido que Ele tinha poder para realizar o que tinha prometido». Peçamos a graça de viver apoiados, não tanto nas nossas seguranças e capacidades, como sobretudo na esperança que brota da promessa de Deus, como verdadeiros filhos de Abraão. Então a nossa vida assumirá uma luz nova, com a certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho nos há de ressuscitar também a nós, para nos tornarmos verdadeiramente um só com Ele e com todos os nossos irmãos e irmãs na fé.”

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“Olhai o futuro com esperança!” saudação em língua portuguesa

Audiência geral, 29/03/2017



(ZENIT – Cidade do Vaticano, 29 Mar. 2017).- “Olhai o futuro com esperança e não vos canseis de trabalhar na vinha do Senhor. Vele sobre o vosso caminho a Virgem Maria”, disse o Papa Francisco aos peregrinos de língua portuguesa presentes esta quinta-feira à audiência geral, na Plaça de São Pedro.

“Com particular afeto, saúdo o grupo de «Amigos dos Museus de Portugal» e também os professores e os alunos do «Colégio Cedros», desejando a todos os peregrinos presentes de língua portuguesa e respetivas famílias uma renovada vitalidade espiritual na fiel e generosa adesão a Cristo e à Igreja”, disse o Papa.

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Esperar contra toda esperança”: o Papa na audiência geral

A esperança na vida eterna e na ressurreição devem ser uma certeza na vida dos crentes, cujo “preço” é abrir o coração a Deus


(Osservatore © Romano)
(Osservatore © Romano)
(ZENIT – Cidade do Vaticano – 29 Mar. 2017).- O Papa Francisco presidiu a habitual Audiência Geral esta quarta-feira, com a catequese sobre a esperança cristã.

Diante de uma praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos vindos das diversas partes da Itália e do mundo inteiro para assistir a catequese, Francisco, apoiando-se na carta aos Romanos do Apostolo Paulo, falou de modo particular da “esperança contra todas as formas de esperança”.

“O passo da Carta de S. Paulo aos Romanos que acabamos apenas de escutar, faz-nos um grande dom”, disse Francisco, porque mostra Abraão como ‘pai da esperança’ e preanuncia a Ressurreição: a vida nova que vence o mal e até a morte.

No texto se diz que Abraão acreditou no Deus que “dá a vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se existissem”; Ele “ sem vacilar na fé não tomou em consideração o seu próprio corpo, já sem vigor por ser quase centenário, nem o seio de Sara, já sem vida”.

O Apóstolo nos ensina que somos chamados a viver esta experiência, a ‘esperar contra toda esperança’; a acreditar no Deus que salva, que chama à vida e nos tira do desespero e da morte.

“Que aquele hino a Deus, que liberta e regenera, se torne profecia para nós”, disse o Papa, prosseguindo: “Deus ‘ressuscitou dos mortos a Jesus’ para que nós também possamos passar Nele da morte à vida. Pode-se bem dizer que Abraão se tornou ‘pai de muitos povos’, porque resplandece como o anúncio de uma nova humanidade, resgatada por Cristo do pecado e conduzida para sempre ao abraço do amor de Deus”.

Estas palavras do apóstolo Paulo, acrescenta o Pontífice, mostram-nos a ligação íntima que existe entre a fé e a esperança. Esta não se apoia em raciocínios, previsões e certezas humanas, conseguindo ir mais além do que humanamente se pode esperar.

A grande esperança se fundamenta na fé e precisamente por isso é capaz de ir além de qualquer esperança. Não se baseia em nossa palavra, mas na Palavra de Deus, sublinha Francisco.

“E é neste sentido -explicou o Santo Padre- que somos chamados a seguir o exemplo de Abraão, que mesmo diante da evidencia de uma realidade que o levaria à morte, confia em Deus, plenamente convencido de que Ele tem poder para cumprir o que prometeu”.

O Papa Dirigindo-se à Praça perguntou aos fiéis: “Estamos convencidos realmente de que Deus nos quer bem? Que ele pode cumprir o que prometeu? Qual seria o seu preço? Abrir o coração! A força de Deus ensinará o que é a esperança. Este é o único preço: abrir o coração á fé e Ele fará o resto!”.

Peçamos a graça de viver apoiados, não tanto nas nossas seguranças e capacidades, mas sobretudo na esperança que brota da promessa de Deus, como verdadeiros filhos de Abraão, disse o Papa. “A graça de permanecer firmes não apenas em nossas seguranças, em nossas capacidades, mas na esperança que brota da promessa de Deus. Assim, a nossa vida terá uma nova luz, na certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho ressuscitará a nós também, tornando-nos uma só coisa com Ele, junto de todos os nossos irmãos na fé”.

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«Quarta passada, semana acabada»

Bom dia e Paz e Bem!!
diz a sabedoria popular que «Quarta passada, semana acabada» mas queremos que continue na nossa companhia.
E o jogo de ontem da seleção nacional é verdade, foi uma derrota da equipa de todos os portugueses. A ganhar por dois lá perdemos o que foi uma bomba, afinal o ambiente era de festa e ninguém gosta de perder, nem num jogo a feijões.
Mas bombas nocivas e destruidoras são as armas nucleares e o Papa Francisco apelou à sua “eliminação”, numa mensagem enviada às Nações Unidas. Esse objetivo “torna-se tanto um desafio como um imperativo moral e humanitário.”
Sem sair do Vaticano, o pontífice argentino fez-se presente também em Bruxelas, no Fórum sobre o Futuro da Agricultura. Numa mensagem alertou para os excluídos pedindo que todos os países cheguem à “autossuficiência alimentar”.

Já no campo da solidariedade nacional, as Cáritas Diocesanas começam a apresentar resultados do peditório público. Divulgamos a informação recebida até agora no nosso site.

A informação noticiosa da Agência ECCLESIA não está apenas no online e esta tarde, na RTP2 a partir das 15h00, vamos falar com o professor Dimas Pedrinho, do Secretariado Nacional de Educação Cristã sobre a Semana Nacional de Educação Moral e Religiosa Católica.

À noite, e porque gostamos de levar até si histórias ou propostas felizes vamos fazer uma viagem cultural e turística até à Diocese de Beja, no Baixo-Alentejo. É às 22h45 na Antena 1 da RDP.

Tenha uma boa quarta-feira na companhia da redação da Agência Ecclesia,
Até já
Carlos Borges





Beato Bertoldo del Monte Carmelo (Bartolomé Avogadro) – 29 de marzo

«En los umbrales del Carmelo se halla la figura de este beato que defendió la fe en Tierra Santa y cinceló con su vida una hermosa ofrenda de amor a la Virgen María»


Beato Bertoldo del Monte Carmelo - Wikipedia
(ZENIT – Madrid).- No es fácil reconstruir los hechos de instituciones religiosas tan vetustas como la del Carmelo, identificando los pilares que sostuvieron su primera andadura. Sin embargo, siempre hay alguna pista que merece la pena rastrear, indicios que esta insigne orden primitiva, que tanta gloria viene dando a la Iglesia, consigna en sus anales puntualizando aspectos que han de tenerse en cuenta. El beato Bertoldo, cuya su vida aparece envuelta en cierta neblina, fue uno de los artífices de la misma.

Se sabe que era francés, que pudo venir al mundo en el seno de una noble familia, y que su existencia discurrió a lo largo del siglo XII, ya que habría nacido a finales del siglo XI. Mientras que algunos le han atribuido la fundación de la orden carmelita, la voz autorizada de estos religiosos solo reconocen en él a su primer maestro general. Cuando Bertoldo –de nombre de pila Bartolomé– llegó a Monte Carmelo, los primeros integrantes hacía un tiempo que gozaban de la vida eremítica. Un flujo incesante de cruzados dispuestos a dar su vida para defender la fe fue una de las características de la época. Muchos jóvenes aguerridos se sumaban a la contienda con este único fin. Era un alto honor que no quisieron eludir. Bertoldo, que se había formado teológicamente en la universidad de París y había sido ordenado sacerdote, se sintió llamado a empuñar las armas contra los infieles. Jerusalén era el objetivo. Allí se dirigía junto a su tío Aimerico, luego primer patriarca de Antioquia, cuando esta ciudad fue tomada por aquéllos. Posiblemente en el fragor de la batalla, es un hecho que no está comprobado, se le pudo dar a entender por revelación que la enconada lucha que se libraba había sido desencadenada por la impenitencia de los soldados cristianos. Bertoldo hizo entonces solemne promesa de consagrarse a la vida religiosa, dedicándola a la Virgen María, si salían sanos y salvos. Obtuvieron el triunfo y emitió los votos.

La cuestión es que pudo llegar a Monte Carmelo, y seducido por la vida eremítica se estableció allí junto a un nutrido grupo de compañeros configurando en 1154 una comunidad cenobítica. Gozaban del favor eclesiástico ya que en 1141 el patriarca de Jerusalén había reformado las órdenes monásticas. Era un momento propicio para ellas. Abrió una veda fértil que dio incontables vocaciones. La capilla que erigieron en las proximidades de la «fuente de Elías», poblada por anacoretas, fue dedicada inicialmente a Nuestra Señora del Monte Carmelo. Su presencia revitalizó el espíritu de oración, meditación y ayuno característico de los primeros integrantes de la orden carmelita que tenían su origen en el profeta Elías. Por esa razón, también se le ha considerado «restaurador» de la misma. El grupo tomó el nombre de Hermanos de Santa María del Monte Carmelo. Siendo Aimerico patriarca de Antioquia visitó el lugar. Iba como legado ad latere de la Santa Sede para Tierra Santa, y designó a Bertoldo de Malefaida primer prior general de los carmelitas. Éste impulsó la creación y reconstrucción de monasterios. De hecho, se le atribuye la expansión de la Orden por otros rincones de Palestina, que luego se extendería por Europa. Es lo que se desprende de la información que Pedro Emiliano proporcionó al monarca Eduardo I de Inglaterra en una carta que le remitió en 1281.

Dios pudo querer consolar el afligido corazón de Bertoldo por las feroces luchas que no tenían tregua y que iban diezmando la comunidad. Le permitió ver cómo entraban en la gloria escoltados por ángeles un importante número de hermanos que habían derramado su sangre en defensa de la fe cristiana sucumbiendo a manos de los sarracenos. De este favor dio cuenta el historiador de la Orden, Paleonidoro. Bertoldo murió el 29 de marzo de 1195. Durante cuarenta y cinco años había dirigido sabiamente a las comunidades manteniendo vivo el amor a la Virgen. Y las huellas del carisma carmelitano se hallaban presentes en las obras que habían emprendido: monasterios en Acre, Tiro y el de Beaulieu en Líbano, una capilla en Sarepta, un hospicio en Jerusalén, etc., además de haber sembrado de comunidades el entorno del Jordán. Tras el deceso de Bertoldo, Alberto, patriarca de Jerusalén, entregó la regla a sus seguidores basada en la contemplación, la meditación sobre las Sagradas Escrituras y el trabajo. Tomando el testigo, Brocardo sustituyó al beato como segundo prior general. Era uno de los carmelitas que había sido formado por aquél gozando de su confianza. El culto dedicado a Bertoldo se fijó en 1564 por el capítulo general de la Orden. Y tras el periodo comprendido entre 1585, fecha en la que su nombre se extrajo del breviario que había sido reformado, en 1609 volvió a consignarse en él.

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