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quarta-feira, 29 de abril de 2015

"Sem os cristãos, também os muçulmanos moderados ficam mais fracos"

Da sede da UNESCO o apelo pela paz do Patriarca Maronita Bechara Rai


Roma, (Zenit.org)


Um premente apelo em defesa dos cristãos perseguidos veio do Cardeal Bechara Rai, patriarca maronita de Beirute, durante o seu discurso no último sábado na UNESCO.

O cardeal chegou a Paris, onde amanhã se reunirá com o presidente Hollande, depois de estar na Armenia, por ocasião das celebrações comemorativas do genocídio.

O patriarca salientou que o êxodo de cristãos, ou melhor, daqueles que "estão aguardando o amanhecer", é susceptível de enfraquecer também "o papel dos muçulmanos moderados". Rai também reclamou da lentidão da comunidade internacional "em parar o trabalho de morte e devastação de assassinos sem fé e sem fronteiras".

Reflectindo sobre a presença cristã no Oriente Médio e sua influência positiva na paz, o patriarca maronita afirmou que está na “resolução do conflito Israel-palestino", a primeira condição para preservar tal presença.

Raï veio a UNESCO "para trazer-vos a voz daqueles, cujas vozes, foram roubadas”, referindo-se à "angústia de milhões de refugiados, deslocados, idosos e crianças, de homens e mulheres" com um futuro muito incerto à frente de si.

"Do coração da noite que nos rodeia – continuou o cardeal – nas trevas mais escuras que nos circundam, lanço um premente apelo a todos aqueles que estão à espera de uma aurora, tanto no Oriente como no Ocidente, na Europa e como no mundo árabe, cristãos e fieis do Islão, para que nos ajudem a elevar a esperança e a consolar mais uma vez povos abandonados, impotentes, expulsos e perseguidos, neste seu amargo desejo de não se resignar às adversidades”.

No dia seguinte, por ocasião da inauguração da nova sede da diocese maronita da França, o patriarca Raï lançou dois apelos para a eleição, sem demora, do novo presidente da República do Líbano, cuja sede está vacante desde 25 de maio de 2014.

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