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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sínodo 2015: Participantes alertam para crise humana no Médio Oriente e condenam tráfico de armas

Foto: Ricardo Perna/Família Cristã

Declaração de apoio às populações recorda perseguições religiosas

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 24 out 2015 (Ecclesia) – Os participantes no Sínodo dos Bispos que decorre no Vaticano publicaram hoje uma declaração de apoio às populações vítimas da guerra no Médio Oriente e outras regiões, condenando o tráfico de armas.

“As nossas vozes unem-se ao grito de tantos inocentes: basta de violência, basta de terrorismo, basta de destruição, basta de perseguições! Que cessem imediatamente as hostilidades e o tráfico de armas”, assinala o texto, distribuído aos jornalistas pela sala de imprensa da Santa Sé.

Os participantes na assembleia sinodal denunciam o uso de armas de destruição em massa, assassinatos “indiscriminados”, decapitações, raptos, tráfico de mulheres, perseguições religiosas e étnicas, bem como a destruição de lugares de culto e de património cultural.

“Atrocidades incontáveis obrigaram milhares de famílias a fugir das suas próprias casas e a procurar refúgio noutro lugar, muitas vezes em condições de extrema precariedade”, pode ler-se.

A declaração sustenta que a paz no Médio Oriente não vai chegar de “escolhas impostas pela força”, mas de “decisões políticas que respeitem as particularidades culturais e religiosas” de cada país.

O documento apresenta uma palavra de agradecimento aos países que estão a acolher refugiados do Médio Oriente, ajudando pessoas que há vários anos são “vítimas de atrocidades indescritíveis”.

“Estamos convencidos de que a paz é possível e de que é possível parar a violência que na Síria, no Iraque, em Jerusalém e em toda a Terra Santa atinge todos os dias cada vez mais famílias e civis inocentes e agrava a crise humana”, referem os participantes no Sínodo.

Neste contexto “dramático” há violações “contínuas” dos princípios fundamentais da dignidade humana e dos direitos humanos, como a liberdade religiosa.

Os signatários pedem a “libertação de todas as pessoas sequestradas” nestas guerras, alargando a sua preocupação a outras partes do mundo, em especial a África e a Ucrânia.

OC

in


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