sábado, 10 de fevereiro de 2018

Inovação e (in)continência

Bom dia!
Inovação! Gostaria de estar por Coimbra este sábado para participar no segundo dia da conferência E+novar18. Uma proposta do Alpha Portugal sobre liderança em ambientes religiosos, nomeadamente da Igreja Católica.
Inovação é o que fazem vários líderes diocesanos, cumprindo o desafio do Papa para acompanhar e integrar casais em segunda união. Mas não muito! Porque as pistas deixadas por Francisco são muito claras... A Diocese de Viseu continua a debater  hoje como as concretizar e a reportagem da Agência ECCLESIA já passou por lá e soube que esse vai ser um trabalho com seis frentes.
Inovação é também o que é preciso no debate sobre a eutanásia: para retirar a carga ideológica com que é apresentada e para centrar as questões mais na pessoa do que na saúde da pessoa. São as opiniões de Graça Franco e de Ana Sofia Carvalho.
Inovação! É esse do desafio da Vida Consagrada que vai estar em debate durante os próximos dias, em Fátima, na Semana de Estudos. ‘Inovar na vida consagrada. Para vinho novo, odres novos’ é o tema!
Votos de um ótimo sábado de carnaval, cheio e inovações!
Paulo Rocha

PS. Já me esquecia do outro tema, a (in)continência. Vem a propósito da incontinência verbal causada pela continência conjungal. Mais do que comentários, transcrevo os textos que se estão na origem de uma controvérsia sem sentido. Pelo menos como é colocada...

Criterios básicos para la aplicación del capitulo VIII de Amoris laetitia
Región pastoral Buenos Aires, 6 de setembro de 2016
Cuando las circunstancias concretas de una pareja lo hagan factible, especialmente cuando ambos sean cristianos con un camino de fe, se puede proponer el empeño de vivir en continencia. Amoris laetitia no ignora las dificultades de esta opción (cf. nota 329) y deja abierta la posibilidad de acceder al sacramento de la Reconciliación cuando se falle en ese propósito (cf. nota 364, según la enseñanza de san Juan Pablo II al Cardenal W. Baum, del 22/03/1996).
“La letizia dell’amore”: il cammino delle famiglie a Roma
Relazione del Cardinale Vicario di Roma
Convegno Pastorale, 19 de setembro de 2016
Ma quando le circostanze concrete di una coppia lo rendono fattibile, vale a dire quando il loro cammino di fede è stato lungo, sincero e progressivo, si proponga di vivere in continenza; se poi questa scelta è difficile da praticare per la stabilità della coppia, Amoris laetitia non esclude la possibilità di accedere alla Penitenza e all’Eucarestia (4, V)

ACOMPANHAR, DISCERNIR, INTEGRAR
D.
António Moiteiro​​, bispo de Aveiro, 26 de novembro de 2017
Quando as circunstâncias concretas de um casal o tornem factível, especialmente quando ambos sejam cristãos com um caminho sólido de fé, pode-se examinar a possibilidade do compromisso de viverem em continência conjugal. A Exortação Apostólica não ignora as dificuldades desta opção (cf. AL nota 329) e deixa aberta a possibilidade de aceder ao sacramento da Reconciliação, mesmo quando se falhe nesse propósito (cf. AL nota 364). (11)

Construir a Casa sobre a Rocha
Arquidiocese de Braga, 2017
Quando as circunstâncias concretas de um casal o tornem factível, especialmente quando ambos sejam cristãos com um caminho sólido de fé, pode-se examinar a possibilidade do compromisso de viverem em continência conjugal. A Exortação Apostólica não ignora as dificuldades desta opção (cf. AL nota 329) e deixa aberta a possibilidade de aceder ao sacramento da reconciliação mesmo quando se falhe nesse propósito (cf. AL nota 364). (29)

Quanto ao processo: «… pode-se propor o compromisso em viver em continência. A Amoris laetitia não ignora as dificuldades desta opção (cf. nota 329) e deixa aberta a possibilidade de aceder ao sacramento da Reconciliação, quando se falhe nesse propósito (cf. nota 364, segundo o ensinamento de S. João Paulo II ao Cardeal W. Baum, de 22/03/1996)». (2, b)
(...) Quando a validade se confirma, não deixar de propor a vida em continência na nova situação. (5, d)


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